sexta-feira, 31 de julho de 2009

Eu me Lembro


Eu me lembro de como eu era antes, às vezes acho que era pior, às vezes acho que era melhor.
Eu vivia, e simplesmente... eu não me importava com nada, estava tudo ótimo para mim, não queria nem saber do que pensavam de mim.
Eu era uma criança, então cresci.
É incrível como quando se é criança quer crescer, e ao fazê-lo, quer que o tempo volte, as responsabilidades vão embora, e você possa de novo ficar o dia todo simplesmente brincando pelo quintal.
Criando mundos mágicos e esconderijos secretos, vidas novas onde eu era a princesa, a cantora, a bailarina.
Se eu pudesse voltar, viveria de novo tudo isso, riria, correria, não desejaria crescer nunca, quem disse que Peter Pan não tinha razão?
Estou decidida! É assim que vai ser: a partir de agora quem quiser me achar vai ter que procurar bem, lá de baixo do pé de acerola, ou na graminha do quintal.
Estarei lá, perdida em minhas nostalgias, encontrando desenhos nas nuvens, segredando com meus botões...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fio de lembrança


Sabe quando você se esquece de algo e fica se esforçando para lembrar?
Não lhe vem uma sensação de vazio que lhe parece insuportável?
Agora, imagine olhar para uma pessoa, saber que a conhece e, não se lembrar de seu nome, quem é ou qual a importância que ela tem para você.
Imagine não se lembrar do que aconteceu a cinco minutos mas, poder contar com plenos detalhes algo ocorrido num passado distante. Que vazio isso pode representar...
Só quem passa por isso pode saber o que significa esquecer e muitas vezes ser esquecido.
Agressivo? Irritado? Infantil? Depressivo?
As rações para que fiquem assim? Acho que não é preciso explicar. Só peço que, nem em seu estado mais crítico, não se esqueçam desse carma.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sou boneca com defeito


"Eu tenho a habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia; e vou vivendo o dia-a-dia" [...]

Sou pequena e frágil, sozinha sem vocÊ aqui. É como se ninguém soubesse que eu existo.
Uma boneca de pano, esquecida, ultrapassada em meio a esse mundo. Ninguém mais quer brincar comigo, não falo, não ando, não faço nada de extraordinário. Existo, e só Talvez uma existência inútil mais uma existência, sirvo para te esperar.
Você!
Você que me inspirava, me ajudava, você que me fazia ser eu. Me deixava como todo mundo, ou melhor até. Conigo eu me sentia bonita como as outras bonecas, e as crianças até me preferiam.
Você que no final me mostrou que era como eu, uma boneca, mas nem tão igual assim, você não tinha defeitos, só teve que fazer uma escolha e, foi ajudar a outra pessoa.
Ainda sou uma boneca, lutando para ser parte do que você é. Sei que está bem agora, é o melhor para você, mas, uma amiga desse jeito é única, imortal, é minha boneca preferida.
Contigo aprendi a viver...


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nós da geração Y



Nós, essas pessoas que nasceram entre os ano de 1981 e 2003, ou seja, quem hoje tem entre 6 e 28 anos somos a chamada geração Y.
Geração essa que veio após a X (também conhecida como "baby boom").
Foi quando a mídia influenciava de forma implícita os casais a terem mais filhos, ou vocês nunca reparara como nossos pais e avós tem muito mais irmãos que nós?
Nascemos em um período de transição de idéias, quando as pessoas estavam parando de querer ter tantos filhos, mas, ainda não como os casais de hoje que tem, em sua maioria, algo como um ou dois filhos.
Isso se deve a muitos fatores, entre eles a inserção da mulher no mercado de trabalho (uhuul! independência feminina) e a influência da mídia.
Nós somos uma geração que, independente de cor, raça, ou classe social é completamente fundamentada no universo POP (músicas - independente do estilo musical -, novelas, filmes, séries, minisséries), e leva isso para sua vida.
Olhe a sua volta: você não está de alguma forma, seja se vestindo, falando igual ou imitando o penteado, ligado ao universo POP?