domingo, 31 de janeiro de 2010

Quando olho no espelho eu vejo uma garotinha. 5 anos, no máximo, eu diria. Uma garotinha de aparência tão frágil, tão indefesa que tenho até receio de magoá-la de alguma forma. Não sei se ela pode me ouvir, será que devo tentar? Espere. Os olhos dela, parecem em agonia. Parecem ter um buraco, um buraco negro neles. Estão tristes, amargos, amedrontados. Quero gritar, minha voz não sai, meus lábios parecem sequer se mexer, é como se eu não comandasse mais nenhum de meus sentidos. Não me movo para olhar para onde quero. Não posso tapar os ouvidos para não escutar meu subconsiente gemendo junto com o olhar da garota. Não sinto sequer o gosto da saliva em minha boca. O cheiro no ar é de medo, nada mais. Toda minha pele parece anestesiada, não sinto a temperatura do chão. Quem é essa garota? O que está fazendo comigo? Pare! Eu consigo finalmente gritar, a mim me soa como algo ensurdecedor. E de repente só o que vejo é o teto de meu quarto, e tudo está em paz novamente.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Brincadeira?

Nos dias de hoje podem haver muitas pessoas que não conhecem, ou não sabem o que significa o termo bullying. Mas, muitos de nós, jovens, adultos e crianças tem sofrido esse tipo de preconceito que acontece em colégios, empresas e escritórios.

Existe quem pratique o bullying para não ser atingido, de certa forma, por ele. Tirar sarro de alguém menos bonito, legal ou com dinheiro para que as outras pessoas não percebam que ele mesmo é que não tem os "atributos" aos quais tanto acha necessários.

Sofrer este preconceito pode criar traumas imensos, relacionados, principalmente, à auto estima. E as consequencias são desastrosas, indo desde a necessidade de psicanálise à violência, seja com si mesmo ou com o "agressor". Quem sofre bullying pode perder a razão e acreditar que vingança pode resolver alguma coisa.

Por mais que muitos de nossos meios de comunicação, principalmente os que atingem ao público jovem, como revistas, sites e programas de TV, debatam o assunto e dêem conselhos isso ainda acontece. O que fazer?

Pauta para
Blorkutando;

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Confesso que tenho um certo medo deles mas, se pudesse os pegaria para mim. Todos eles, um por um. Todos para mim. Iriam enfeitar meu quarto, pendurados nas paredes, colocados perto da cama, cobrindo todo o chão.

Baseado na conversa com o Tio .
Futuro. Uma palavra que ultimamente tem me dado arrepios. Sempre pensei nesse assunto como algo distante, uma coisa que iria demorar muito para chegar. Era como se minha vida fosse uma estrada em que eu caminhava muito lentamente, sem me preocupar para onde iria ou quanto tempo levaria para chegar. Hoje não vejo mais as coisas assim. Talvez eu tenha chegado há um ponto da estrada onde ela se divide e eu, tenho que escolher entre estes inúmeros caminhos mesmo só sabendo de uma coisa: nenhum deles terá volta. No começo ela se parecia com uma estrada comum, dessas em que a gente pode andar para frente ou para trás, embora eu nunca tivesse tentado voltar sabia, ou achava que sabia, que poderia fazê-lo quando quisesse. Agora não, ela se move abaixo de meus pés, como uma enxurrada que milésimos, centésimos de segundo e eu, a cada um deles me sinto mais próxima das escolhas, do fim, de novos começos, bons ou ruins. E eu não sei como vai ser. E isso me dá certo medo. Um pouco de angustia talvez. Só mantenho uma certeza: de que só depende de mim.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eu erro,
Tu erras,
Ele erra.
Tu erravas...
Eles errarão.

Eu erraria,
Tu errarias,
Nós erraríamos,
Para errarem elas...
Eu erraria.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Teatro?


"-O combinado não era esse! A culpa é toda sua!
-Minha? Quem e deu o direito de me responsabilizar pelos nossos atos? Sabe muito bem que eu não estava sozinho naquela noite Ronney. Bem sabe que você observava tudo a distância e não teve peito para participar do desfecho daquele incidente. O que o comissário estaria pensando agora com o escândalo aparente? Hein? Hein? Prostre seu egocentrísmo de encontro ao chão e dê graças aos céus que conseguimos evitar que este caso viesse a público. Entenda Ronney era eles ou nós atolados até o fundo com essa situação toda. Nós poderiámos estar no banco do Júri agora. Pelos Deuses Ronney, pense homem...
- Você está distorcendo tudo, jonhy, eu não queria ir ao apartamento daqueles caras, você foi quem insistiu. Eu não gosto desse tipo de situação. Não gosto dessas orgias, que você procura. Faço pra não te perder e olha no que deu! Quase entramos na maior roubada! Chega pra mim!"

bom, muito bom pessoal,mas amanhã precisamos repassar essas falas, os diálogos, trabalhar o corpo soltarem-se mais. E não se esqueçam começamos mais cedo, a data da estreia já foi marcada e é preciso que tudo seja perfeito.
-O teatro municipal deve estar lotado.
Steven, o diretor, não queria assumir que todo esse sucesso estava previsto não graças à peça mas, ao seu ator principal.
Não aceitava que as pessoas ainda achassem que uma boa peça se fazia simplesmente com os atores famosos e da Globo.
Mas, por mais que negasse era inevitável que o peso das pessoas famosas existia, não adiantava se esconder atrás da ilusão de que o conteúdo da peça era o mais importante, infelizmente nesta peça esse fato era apenas secundário, a estrela brilhante era o centro das atenções.
saiu cansado do recinto de ensaio e trabalho, o teatro Boa Visague.
a porta parou e puxou um maço de cigarros do bolso, acendeu-o e tragou com profundidade, olhou para o céu e... um cano encostou nas suas costas, e uma voz encostou no seu ouvido.
-senhor não reaja, não pronuncie um som sequer, apenas ouça está bem, esta vendo aquele carro ali! caminhe comigo até ele, devagar sem chamar a atenção... assim lá vamos ter uma conversinha...
Parecia que o frio cano daquela arma fazia com que toda sua espinha gelasse.
Teve de se lembrar de como andar... E assim caminhou, lentamente, tentando disfarçar para que ninguém das pouquíssimas pessoas que passavam na rua percebesse o que acontecia.
Seguiu em silencio até o carro de vidro escuro, sem saber o que lhe aguardava.
-Steven... Steven... Quanto tempo!
-tempo demais para mim, meu caro, e chegou a hora de acertarmos as contas, não acha?
É justamente para isso que estou aqui, Steven.
-Hum! Sei.
-Sendo assim, que tal eu dispensar seu queridinho,já que nos dois sabermos ,um ator que depende de outro para fazer uma cena não é um ator.
Dito assim, o homem de terno escuro e arma de borracha fechou a porta de trás do grande Mercedes e se dirigiu ao volante.
-Steven!
-Jack! Sempre cheio de jogos e pegadinhas... Você não muda, seu imprestável!
Risos.
-Mas, afinal, eu mereço ou não uma chegada triunfal?

FIM

Texto escrito por: Tina, Léo Metallica, Ira Buscacio, sueli aduan e Youkai.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mais Que Um Mero Poema


Parece estranho
Sinto o mundo girando ao contrário
Foi o amor que fugiu da sua casa
E tudo se perdeu no tempo

É triste e real
Eu vejo gente se enfrentando
Por um prato de comida
Água é saliva
Êxtase é alívio, traz o fim dos dias

E enquanto muitos dormem, outros se contorcem
É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte

Você não viu?
Quantas vezes já te alertaram
Que a Terra vai sair de cartaz
E com ela todos que atuaram?

E nada muda, é sempre tão igual
A vida segue a sina
Mães enterram filhos, filhos perdem amigos
Amigos matam primos

Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados
por gigantes barcos
Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?

Aqui jaz um coração que bateu na sua porta
às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã

Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema

Ela é real
É pão e circo, veja
A cada dose destilada,
um acidente que alcooliza o ambiente

Estraga qualquer face limpa
De balada embalada vale tudo
E as meninas
Das barrigas tiram os filhos,
calam seus meninos

Selam seus destinos
São apenas mais duas histórias destruídas
Há tantas cores vivas caçando outras peles
Movimentando a grife

A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato
Em qualquer caso, é apenas mais um chato

E ainda que a velha mania de sair pela tangente
Saia pela culatra
O que se faz aqui, ainda se paga aqui
Deus deu mais que ar, coração e lar

Deu livre arbítrio
E o que você faz?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


exatamente 4 meses atrás, eu estava no MSN conversando com um dos meus melhores amigos até então. Eu ficava dando várias indiretas para ver se ele percebia que eu estava afim dele. A gente combinou de se encontrar na FACIA mas, nenhum de nós dois nunca tinha falado em nada além de amizade.

Cheguei na festa, encontrei meus amigos mas, ele não... O tempo passava e nada. Será que ele não veio? Despistei uns carinhas. Chegou a hora do show. Já tinha perdido as esperanças. Tudo bem, era para ele ser só meu amigo mesmo. Mas, não é que eu não quisesse que ele fosse meu amigo mas, eu precisava, era essa a palavra certa, eu precisa de pelo menos um beijo dele.

Eu estava no meio de um monte de gente, estava realmente lotado lá, show do Luan Santana, não que eu gostasse das músicas dele mas, estava ali por um motivo bem maior. No meio da multidão, por nada, olhei para o lado, eu não o procurava mais, achava que ele tinha esquecido do que havíamos combinado. Eu o vi, ele me viu, caminhou até mim, parecia que só havíamos nós dois ali. Eu sentia um necessidade de mantê-lo ao meu lado, segurei na sua mão. Esperei. Ele não me abraçou. Então fiz com que seus braços envolvesse minha cintura. Esperei. Ele não me beijou. Então o beijei. E ele me beijou.

Foi o beijo mais delicioso, romântico, lento, delicado e apaixonado que eu já tive na minha vida.

Desde então eu não sou mais a mesma.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma razão, 2 comprimidos e uma dose de Whisky por favor.....


À princípio era uma necessidade.
Já não dormia, já não comia ( o que preocupava muito, acabaria sumindo), já não queria ver ninguém.
1/2 comprimido ao dia, durante 15 dias, aumentar a dose para 1 comprimido ao dia após esse período. Essa era a prescrição médica.

- Uma dose de Whisky por favor....
- Tem certeza disso policial Catner, a sua gastrite. - Alertou o velho e conhecido Barman.
- Cale a boca e enche o copo Tonny! - Enquanto o líquido preenchia o recipiente de vidro o homem de farda animou-se. - Assim esta melhor!
retirou a pistola do coldre e a deitou sobre o balcão, pegando o copo cheio logo depois.
- Como está o pequeno Marty Senhor? - Perguntou o Barman intrometendo-se no deleite do velho homem.
- Marty, ele está, bem melhor agora, morando com a mãe. O juiz decidiu que seria melhor para ele.
- Então vocês se separaram mesmo? Achei que fossem só boatos. Mas, poderá vê-lo, não poderá?
- Sim, aos finais de semana. Se ele quiser me ver.
- E por que não iria querer?
- Por quê? Ora pois, até parece que não conhece o que vai no coração dos homens, depois de tantos anos atrás desse balcão, meu caro, é quase inevitável não ser dado a pequenos arroubos interpretativos, e além do mais, Mary é figura sempre presente por aqui, até onde sei, segredou com você que o pequeno Marty jamais voltaria àquela casa. Mesmo que eu o quisesse encontrar fora dela. Bem, talvez seja de mim que ele foge e não do passado.
- Não fique remoendo essa história, meu amigo, o que passou passou. Você não tem culpa de que a Mary não tenha suportado a vida com um homem que segue os antigos modos, ela é apenas uma romântica.
- É mesmo, mais quanto ela briga bate como um verdadeiro homem das antigas. Catner esboçou um sorriso de saudade e virou o copo que estava em sua mão.
- Bom hora de ir Tonny, o trabalho me chama.
- Bom, boa sorte com seu pequeno filho Senhor. - Despediu-se o homem dos copos.
- Obrigado Tonny, obrigado.

O velho Policial guardou sua arma em seu coldre e virou as costas para o bar, agora iria enfrentar o sol da tarde do céu laranja de Guenngray sua amada cidade. Abriu com um click o trinco da porta de sua viatura entrou, deu a partida e olhou mais uma vez para o bar na esperança de rever Mery, mas não passava de um sonho que vinha acalentado há muito tempo. Ainda que a mágoa estivesse sempre presente, ainda assim, sorria só em pensar na possibilidade de tê-la uma vez mais. Tal possibilidade, logicamente, é inexistente dado ao conflito existente.

Catner adentrou a noite com uma dose de Whisky, e olhou o céu estrelado daquela noite calorenta, parou o carro no mirante de Guenngray e com arma em punho e as luzes da cidade ao fundo, gritou horrores em nome de Mary e com as lágrimas nos olhos, balbuciou o nome de Marty.

"Ah meu pequeno Marty, viva a vida como um homem decente, seja o pai que eu nunca fui"

Um gatilho apertado e uma bala gasta, e só a lua viu o desespero daquela noite calorenta e os pensamentos insanos daquele que já não era mais um homem, mais apenas um retalho.

Fim.

Texto escrito por: Katia Mota, Youkai, Tina e Léo Metallica.

sábado, 9 de janeiro de 2010

"Seus olhos verdes no espelho brilham para mim
Seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao fim
Sozinha no meu quarto eu acordo sem você
Fico falando com as paredes até anoitecer"

Ritchie

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Muitos de nós, principalmente os jovens, que moram em cidades pequenas MORREM de vontade de conhecer, viver em cidades grandes.
É que a vida no campo, ou simplesmente em uma cidadezinha pequena e simples pode ser MUITO monótona e chata.

Mas, hoje me peguei pensando, depois de todo esse tempo sempre querendo cada vez mais morar bem no meio da agitação de uma megalópole, que eu, na verdade, gosto mesmo de viver aqui.
Minha cidade é Andirá, cidadezinha MÍNIMA... Confesso que hoje eu gosto dela, aprendi a gostar.
Aqui onde todos se conhecem, onde tudo é perto, fácil, acessível.
Tá! Aqui não tem nem shopping, muito menos faculdade, não tem nenhuma boate nem um barzinho legal e decente mas, é delicioso viver aqui!
Viu só que campanha?
Eu com esse meu jeito seria incapaz de viver em uma cidade onde ninguém conhece o próprio vizinho, onde é preciso pegar três ônibus e um trem para ir para o colégio.Cheia de trânsito, barulho e tudo o mais.
Nossa! Na minha casa eu ainda acordo com barulho de passarinho!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Não sei se ainda lê o meu blog, talvez ainda perca seu tempo tentando descobrir o que se passa nessa cabeça maluca. Ainda perde seu tempo comigo... Não reclamo porque, se não o fizesse não sei o que seria de mim hoje. Eu só te decepciono, eu sei, nunca faço nada certo. Mas, já não consigo mais imaginar minha vida sem você, não uma vida com sentido. Não uma vida feliz. Já te disse milhões, e milhões de vezes que te amo demais, talvez nunca tenha sido tão sincero quanto queria que você pudesse me ouvir dizendo agora. Eu sou insegura demais, medrosa demais. Mas, crio coragem e confesso agora que eu choro, que sou humana, nunca fui perfeita, sempre errei e para sempre vou errar mas, se é para errar, me ferrar e ter que começar tudo que novo que seja com você! Que seja agora e daqui para frente, porque eu não sou mais nada sozinha desde que descobri que posso ser e fazer tudo quando estou com você.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sol da meia-noite

"...É Deus que te faz entender toda poesia Que torna mais valiosa a vida E prova que ainda dá pra ser feliz Apenas atenda quem chama E peça que nesta noite Ele te toque Cure todas as suas feridas E vele o sono e espere acordar Amanhã será um novo dia"

Rosa de Saron

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Denali

Havia, há muito tempo, uma princesa, de nome Denali.
Ela vivia em seu castelo todo feito de ouro, no meio da floresta de Korba. Passava dias e dias penteando seus cabelos longos e negros, sentada na janela de seu castelo, enquanto observava o mar, sobre as montanhas.
Ficava, então, imaginando o que haveria entre ela e aquele imenso mar, além das montanhas.
A princesa Denali, por fim, decidiu sair de seu castelo em uma expedição de descoberta, como gostava de chamar.
Ia fazer, ia conhecer, ia ser, tudo perfeito em uma viagem perfeita.
Mas, já chegara a hora do crepúsculo e Denali ainda não conseguira sair do meio da floresta, ficava cada vez mais e mais escuro e Denali começou a ficar com medo.
Barulhos estranhos, o desconhecido era assustador.
Mas, Denali sabia exatamente o que fazer: traçou, sem demora, um círculo em torno de si, seu círculo de proteção, e assim ficou em seu refúgio feliz pelo resto da noite...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Uma breve correção ao post anterior

Bem, eu estava, digamos, meio irritada no último post. Tenho lido a série Twlhigt e uni o trauma da Bella de envelhecer com o meu, que já era bem grande, confesso.
Sei muito bem que envelhecer, fisicamente, faz parte da vida, acontece com todos nós, querendo ou não. É complicado encarar mudanças, não sei se só para mim mas, espero mudar isso.
ESSE ANO NOVO!