domingo, 17 de janeiro de 2010

Teatro?


"-O combinado não era esse! A culpa é toda sua!
-Minha? Quem e deu o direito de me responsabilizar pelos nossos atos? Sabe muito bem que eu não estava sozinho naquela noite Ronney. Bem sabe que você observava tudo a distância e não teve peito para participar do desfecho daquele incidente. O que o comissário estaria pensando agora com o escândalo aparente? Hein? Hein? Prostre seu egocentrísmo de encontro ao chão e dê graças aos céus que conseguimos evitar que este caso viesse a público. Entenda Ronney era eles ou nós atolados até o fundo com essa situação toda. Nós poderiámos estar no banco do Júri agora. Pelos Deuses Ronney, pense homem...
- Você está distorcendo tudo, jonhy, eu não queria ir ao apartamento daqueles caras, você foi quem insistiu. Eu não gosto desse tipo de situação. Não gosto dessas orgias, que você procura. Faço pra não te perder e olha no que deu! Quase entramos na maior roubada! Chega pra mim!"

bom, muito bom pessoal,mas amanhã precisamos repassar essas falas, os diálogos, trabalhar o corpo soltarem-se mais. E não se esqueçam começamos mais cedo, a data da estreia já foi marcada e é preciso que tudo seja perfeito.
-O teatro municipal deve estar lotado.
Steven, o diretor, não queria assumir que todo esse sucesso estava previsto não graças à peça mas, ao seu ator principal.
Não aceitava que as pessoas ainda achassem que uma boa peça se fazia simplesmente com os atores famosos e da Globo.
Mas, por mais que negasse era inevitável que o peso das pessoas famosas existia, não adiantava se esconder atrás da ilusão de que o conteúdo da peça era o mais importante, infelizmente nesta peça esse fato era apenas secundário, a estrela brilhante era o centro das atenções.
saiu cansado do recinto de ensaio e trabalho, o teatro Boa Visague.
a porta parou e puxou um maço de cigarros do bolso, acendeu-o e tragou com profundidade, olhou para o céu e... um cano encostou nas suas costas, e uma voz encostou no seu ouvido.
-senhor não reaja, não pronuncie um som sequer, apenas ouça está bem, esta vendo aquele carro ali! caminhe comigo até ele, devagar sem chamar a atenção... assim lá vamos ter uma conversinha...
Parecia que o frio cano daquela arma fazia com que toda sua espinha gelasse.
Teve de se lembrar de como andar... E assim caminhou, lentamente, tentando disfarçar para que ninguém das pouquíssimas pessoas que passavam na rua percebesse o que acontecia.
Seguiu em silencio até o carro de vidro escuro, sem saber o que lhe aguardava.
-Steven... Steven... Quanto tempo!
-tempo demais para mim, meu caro, e chegou a hora de acertarmos as contas, não acha?
É justamente para isso que estou aqui, Steven.
-Hum! Sei.
-Sendo assim, que tal eu dispensar seu queridinho,já que nos dois sabermos ,um ator que depende de outro para fazer uma cena não é um ator.
Dito assim, o homem de terno escuro e arma de borracha fechou a porta de trás do grande Mercedes e se dirigiu ao volante.
-Steven!
-Jack! Sempre cheio de jogos e pegadinhas... Você não muda, seu imprestável!
Risos.
-Mas, afinal, eu mereço ou não uma chegada triunfal?

FIM

Texto escrito por: Tina, Léo Metallica, Ira Buscacio, sueli aduan e Youkai.

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