sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Futebol para além das quatro linhas.

O futebol, desde que foi inventado é visto como um esporte, ou seja, uma forma de lazer. O Brasil, conhecido mundialmente como o "país do futebol", mesmo não sendo o responsável por sua criação, tem o usado tanto como lazer como forma de integração social, e não podemos, é claro, esquecer de seu "lado" profissional e capitalista.

Uma comunidade carente, que ganha uma escolinha de futebol, ganha junto milhões de oportunidades, nada fáceis, para sua população. Um garoto de família pobre que não tem condições de estudar em uma boa escola vê no esporte uma espécie de fuga, uma oportunidade de um futuro diferente, algo longe do tráfico, crime, ou mesmo de um trabalho digno mas, com baixa remuneração.

Porém, esse esporte que era para unir o povo vem sendo usado como "camuflagem" para muitos problemas sociais. Um exemplo disso é a Copa do Mundo de 1970. Quando para neutralizar a oposição ao regime, o governo fez uso de vários instrumentos de repressão. Da censura aos meios de comunicação, às manifestações artísticas, às prisões, torturas, assassinatos, cassação de mandatos, banimentos do pais e paosentadorias forçadas, espalhou-se o medo e a violência.

Para amenizar essas crises, o governo usou o futebol como forma de desviar a atenção da população dos conflitos políticos da época. O objetivo era que, ao invés das pessoas saírem às ruas para participar de manifestações políticas, ficariam em suas casas torcendo pela seleção brasileira.

Aí você se questiona: "mas não foi o governo que trouxe o futebol para o Brasil. A copa do México já aconteceria naquele ano mesmo se não houvesse os conflitos políticos. Então, como isso se explica?".

A Copa de 70 foi utilizada como propaganda política pela ditadura, associando a conquista no campo desportivo aos desenvolvimento do país. Se tomarmos como exemplo uma marchinha lançada na época que se intitula "Pra frente, Brasil", veremos frases como "Ninguém segura este País", "Ame-o ou deixe-o" e "O Brasil é feito por nós" que, a princípio parecem apenas incentivar os brasileiros para que torçam pela seleção quando na verdade tinham como principal objetivo agregar todo o povo brasileiro, uma espécie de integração nacional, para apoiar o eixo desenvolvimentista e o "milagre" económico proposto pela ditadura.

por outro lado, temos o futebol como esporte, bem-estar e lazer. É notória a diferença entre um "atleta de fim de semana" e um jogador profissional mas, não se deve esquecer o quão bom para corpo e mente é uma atividade física, seja ela qual for.

E se for a maior paixão dos brasileiros, melhor ainda! Quem de nós nunca torceu pelo seu time do coração ou pela seleção brasileira? Quem nunca ficou completamente decepcionado com o clube após a venda do "artilheiro do campeonato"?

É bem aí que entra o capitalismo, o que faz do futebol um mercado de ações, onde jogadores são comprados e vendidos visando apenas o lucro. Um clube não vende seu melhor jogador à toa, o faz porque precisa de dinheiro, para saldar dívidas, por exemplo.

Um outro clube não compra um "craque" só para vencer o campeonato e ver felizes seus torcedores. Ele vê nisso uma espécie de investimento, onde um lucro maior do que o gasto com a compra do jogador virá com patrocínios, mídia e venda de produtos como camisas oficiais por exemplo.

Então, por fim, o futebol só pode ter uma definição: "ESPORTE DE INTEGRAÇÃO POLÍTICO SOCIAL CAPITALISTA QUE PROPORCIONA O BEM-ESTAR", ou " PAIXÃO DOS BRASILEIROS".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

É só o que sei.

Não adianta eu tentar,
Ou querer modificar
Esta minha doce forma,
Doce forma de pensar.

Eu não posso nem querer
Ou, tampouco aprender
Esse jeito de estar,
Estar sempre com você.

Com você no pensamento,
Você a todo momento
Na minha mente, meu pensar...

É só do amor que eu sei falar!
É só do amor que eu sei falar...!

Só com você que eu quero estar.

Pauta para
Bloínquês;

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Psicologia de um vencido.

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do Zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me a boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos


Estava folheando um dos meus livros do colégio e, me deparei com este poema. Gostei muito dele por vários motivos. Gostei muito das palavras fortes que ele usa. Do impacto que causam nos leitores, pelo menos causaram em mim... Então tá aí.. Apreciem sem moderação!

Ah! Para quem quiser variar, passa no meu blog novo o Caramelo de Limão.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Possessivité?



Eu sou possessiva? Sou carente? Egocêntrica? Egoísta? O que sou, afinal? Já nem sei mais, acho que nunca soube de verdade mas, eu acreditava saber... Acho que me decepcionei um pouco ao descobrir isso mas, que posso fazer? É a mais pura verdade. Pensei que com o tempo eu pudesse mudar, me tornar uma pessoa melhor e tudo o mais... Só que isso não é o que vem acontecendo. Raramente deixo meus sentimentos desagradáveis "vazarem". Ultimamente eles estão à flor da pele. É quase que impossível que não sejam notados e isso é muito ruim para mim. As pessoas tem me olhado de uma forma estranha e eu fico mais preocupada a cada dia.

Ufa!

Desabafei!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O que te move?

O que te faz querer viver? É complicado tentar te entender porque você é diferente de todos que conheço. Em um momento está completamente feliz, animado, em outro se revolta e enche de fúria.

Quando está "bem" é quase que maravilhoso. Ri, faz piada, é capaz de conversar horas comigo. Me faz bem, diz que me ama e me chama de melhor amiga! A gente se diverte tanto, se entende tanto, se completa tanto...

Já quando está "mal" nem seus olhos parecem mais os mesmos. O velho azul colorido por ele mesmo dá lugar a um negro que de longe lembra o castanho puro e original. Ele parece ficar em fúria, fora de si. Irracional, não enxerga sequer um palmo a frente de seus olhos. Se torna sedento. Se transforma licantropicamente.

Eu sei que ele é importante demais para que eu desista dele mas, é que fica cada vez mais difícil sem sua própria colaboração.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Reencontro

-Tanto tempo, sempre me apoiou tanto será que ela ainda lembra de mim? Ah! Ela sempre foi minha melhor amiga, por um tempo foi a única pessoa em quem eu pude realmente confiar. Foi tão difícil quando ela foi embora, tudo aconteceu tão de repente que, quando eu me dei conta já estava completamente sozinha. Sem amigos, sem ninguém para conversar. Sem ninguém que se importasse de verdade comigo. Por certo tempo me perguntava o que se passou por sua cabeça para que me deixasse assim. Ela não percebia que me machucava? Que me feria, me deprimia? Eu não pensava no lado dela mas, desde que soube que voltaria comecei a refletir, o que eu faria em seu lugar? O que eu faria se meu namorado há anos me dissesse que agora ou nos casávamos ou nos separávamos? E, se eu soubesse que se me casasse com ele teria de ir morar em Curitiba, longe da minha família e amigos? Eu talvez fizesse o que ela fez, eu não me comparava à ele. Não deveria me comparar. Mas, ela voltara, ou melhor, viera me visitar. Ela se lembrava de mim. Agora sorria e me acenava de longe. Um abraço, muitas lágrimas, e nenhuma palavra. Não havia nada à dizer, tudo estava explicado.

Pauta para Bloínquês;

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como somos, afinal?

Cada pessoa é diferente, única, tem qualidades e defeitos singulares. O que eu amo ou odeio não é a mesma coisa que você ama ou odeia. Se cada um de nós não fosse único qual seria a graça? Conhecer uma pessoa não seria um mistério. Ah! Você gosta das mesmas coisas que eu? Não me questiona ou critica? Que coisa chata!

"NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM"

Por outro lado, ninguém pode ser tratado melhor ou pior por causa disso. Somos todos iguais. Nascemos, erramos, vivemos, acertamos, morremos. Temos defeitos e qualidades. Rico ou pobre. Bonito ou feio. Branco ou preto, todos somos seres humanos!

"SOMOS TODOS IGUAIS"


Pauta para Bloínquês;

Ouvindo: Lá vem o Alemão - Mamonas Assassinas