quarta-feira, 19 de maio de 2010

Continue a história

-Ei, Kouraj! Vamos logo, ou o rio ficará maia agitado do que já está.
-Já estou indo, Haraka. Estava só procurando este remo.
-Para quê? Aqui já tem dois, o que é mais do que necessário para chegar ao outro lado.
-Eu sei
, mas não custa se precaver.
-Ah! Tudo bem, mas venha depressa, entre!
Entraram ambos no pequeno igarité e remando seguiram pelo Amazonas que aos poucos, se atormentava mais e mais, conforme se avançava. Era mais uma chuva da tarde chegando, Haraka estava certo, era melhor que eles se apressassem, aquela nem de longe seria como as anteriores.
-Olhe, Kouraj! Cuidado!
Kouraj, olhando para trás só pôde ver um galho enorme de castanheira descendo velozmente pelo rio, galho este que bateu no igarité, acertando também em cheio a cabeça de Kouraj, que desmaiou de momento.
Haraka, em desespero, só pôde sentir um grito escapar de sua garganta. O desespero lhe dominou por um momento, e ele sequer soube o quê fazer.
Foi quando viu que, ao bater no igarité, o galho fizera um pequeno rombo neste. Embora pequeno, através de tal entrava muita água na embarcação. E agora, com um amigo e quase irmão desacordado, em meio ao segundo maior rio do mundo, em um igaraté furado, o que Haraka deverá fazer?

(opinem)

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