segunda-feira, 5 de julho de 2010

É, sim, antirrepublicano!

Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais frequente em nossa sociedade o pequeno ato, praticado por muitos, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Este tipo de acção, foi nomeada por Renato Janine Ribeiro como "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal.
A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Mas há outra corrupção, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos, e mal deixa rastros. Fazem parte de um sistema que visa desviar vultuosas somas de dinheiro público. Quem desvia nessas proporções não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. Enquanto cultura, ela nos desmoraliza como povo. Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos, que muitos de nossos "eleitos" fazem questão de não dar.
Uma boa convivência social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos que fazer que as novas  gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral. Mas falar só deste tipo de corrupção acaba fazendo com que voltemos os olhos aos pequenos criminosos e poupemos os macro corruptos.

3 comentários:

MENEZES disse...

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.

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Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...

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Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro! De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Estes trechos são de um texto super atual, não fui eu quem escreveu, mas alguém que deixou de ser político em 1892, Rui Barbosa!

Natália disse...

Somos egoístas! bj

Tina disse...

E eu concordo com ele ;x

beeijo