quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nós conversávamos há algum tempo, na verdade deveriam ser uns 5 ou 10 minutos, falávamos sobre coisas diversas e, na verdade, eu não sei bem porque ela começou a me contar isso.
- Esses dias chegou um menino lá onde eu trabalho, sabe o fulano?
- Não. Mas fale.
- Então, ele chegou com um outro garoto, e eles estavam de mãos dadas, então eu falei, porque eu achei que era mais do que óbvio!
"-Esse é o teu irmão?
- Não.
-Então é o teu primo?
- Não.
-Amigo?
-Bem... Não."
Foi quando eu fiquei muito encabulada - continuou ela - porque eu não achava possível!
"-Err.... É teu namorado?
- Sim."
Com isso eu fiquei muito sem graça e disse "Ah! Legal!" - e com isso sua narração terminou e eu, que até então só ouvia, fiquei completamente sem saber o que dizer. O que ela esperava que eu fizesse? Então ela continuou:
- Poxa! Eu realmente não imaginava que ele fosse dizer isso! Não acredito! Ele é tão bonito, e anda todo arrumado, não parece mesmo veado!
Não disse nada ainda, mas pelo jeito eu, como sempre, não consegui esconder o que pensava, ela só me olhou e ficou meio sem graça, tentando se explicar.
- Não que eu seja preconceituosa, ou não ache normal, apenas não consegui perceber de cara que ele é homossexual.
Estranho como ela usou esse termo agora, apesar de ter usado outro antes, eu tentei argumentar, mas ela sempre falava mais e mais, e quanto mais tentava "arrumar" mais piorava sua situação, se contradizendo e usando palavras complicadas. Pobres pequenos burgueses que se acham melhores que todos mas querem agradar a todos.

domingo, 27 de novembro de 2011

"Eu acho...

... que a gente está crescendo."


Foi o que ele me disse esta semana. Eu acho que a gente está crescendo, meu amor. E isto me deixou triste.

sábado, 19 de novembro de 2011

Eu já devia ter postado isso há alguns dias, mas devido às provas e trabalhos finais ando meio sem tempo, o que não significa que não tenha o que falar, na verdade, tenho muito a dizer, mas, por ora, vou contar algo que me aconteceu na semana passada.
Na sexta-feira, eu tive uma prova, apenas, que começaria às 21h, mas como moro em uma cidade e estudo em outra, tive de vir para Jacarezinho às 19h, como sempre. Alguns dos meus amigos, na verdade a maioria deles, também não mora aqui, por isso estávamos todos os que iam fazer prova, e um que não ia fazer prova, nem é de outra cidade, mas adora passear por aqui pela universidade!
Então, resolvemos ir comer um pastel para passar o tempo e aumentar a fome, não é?
Tudo ia como de costume, discutimos sobre o que pedir, pedimos, os pastéis chegaram e estávamos comendo.
Foi quando um homem, que não me pareceu morador de rua, mas talvez o fosse, parou em nossa mesa, que estava do lado de fora da pastelaria, e disse:
- Será que vocês não tem R$1 para me inteirar para eu comprar um salgado?
Silêncio.
- Eu já tomei minha pinga - E mostrou a sacola que trazia com uma garrafa pela metade - agora eu estou com fome.
Silêncio.
Foi quando o dono lugar chegou dizendo:
- Não está vendo que você está atrapalhando, não? Vaza daqui, ninguém te quer aqui!
Nesse momento, um de meus amigos cortou um pedaço de seu pastel e lhe deu, o homem agradeceu e saiu. Pude ver, que enquanto ele caminhava olhava para o pedaço de pastel em sua mão com um sorriso irónico, como quem dizia:
- Eles podiam me dar bem mais que isso, se quisessem.
Depois disso vários comentários vieram, mas cada um deles só fazia eu me sentir pior.
- Meu pai é policial, ele me disse que devemos ficar longe de pessoas assim, e comer só em lugares fechados.
- Onde eu morava, qualquer um que chegasse assim em nossa mesa poderia nos assaltar.
- Ele poderia ter matado a todos nós, se quisesse.
- Ele nos olhou de uma forma estranha, principalmente para você, Jéssica.
Mas eu não ouvia direito, estava me remoendo, só porque não tinha dinheiro e meus amigos haviam me dado um suco, eu apenas os acompanhava, eu não lhe dei nem atenção. Sequer repreendi o dono do lugar, dizendo que ele não estava nos incomodando ou algo do tipo. Fiquei quieta. Parada. Quanto mais penso mais percebo que grande parte das coisas que digo raramente faço, e nem consigo perceber porque! Sempre depois  que alguma coisa acontece eu penso: "poderia ter agido assim." Mas eu nunca faço. Não faço nem a coisa errada. Simplesmente não faço nada. Este é o meu problema: sou só uma pessoa de falar que não sabe agir!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Falta de estro poético

Por que isso acontece com a gente às vezes? Poucas coisas me deixam tão angustiada quanto querer escrever e não conseguir pensar em nada para dizer. Então, por muitas vezes acabo escrevendo simplesmente sobre a minha falta de inspiração. O que, na minha opinião é extremamente entediante. Sem mais delongas, indico blogs muito bons para os que por aqui não encontraram o que estavam procurando.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

"E é só você...

...que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi."


Legião Urbana

domingo, 30 de outubro de 2011

Atuar


é se libertar.
Brincar.
É ser sem ser.
É o não ser.
E ainda assim ser.
É sentir falta.
É vício.
É saudade.
Já é minha verdade.
Faz parte de mim.

sábado, 29 de outubro de 2011

E o anti-republicanismo regressa.

- Não vai responder a chamada?
- Meu nome não está na lista, professor.
- Então deve ter alguma coisa errada!
- Não. Ele só não está lá porque eu não paguei.
- Não tinha R$10,00, é?

Tinha. Mas não tinha e nem tenho coragem de colaborar com algo deste tipo. Tinha. Mas preferi comer alguma coisa ou gastar com minhas banalidades a comprar 1,0 ponto na tua matéria. Eu queria e ainda quero contribuir com a festa para os alunos da escola. Compraria algum doce e doaria, compraria com aqueles mesmos R$10,00 se pudesse. Mas já que não pude, nem pude doar uma quantia menor. Já que o valor do tal 1,0 ponto era fixo: R$10,00. Então resolvi apenas ir ajudar a montar os quites com os doces. Assim me sinto bem por ter ajudado, sem me culpar por estar comprando nota.

- Preferi vir voluntariamente.
- Não precisa de nota, não é?

Não precisa de vergonha na cara, não é?


- Não.

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Em alguns momentos é preciso tentar ter algum respeito por pessoas que não se envergonham em fingir serem caridosas.
Não entendeu? Então veja o que aconteceu antes.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

About me

Música:


Animação:



Frase:
"Creio no riso e nas lágrimas como antídoto contra o ódio e o terror"
Charles Chaplin

Filme:


Desejo: Que um dia eu possa olhar no espelho e dizer: sou o que sempre quis ser!


Estado emocional: Feliz!


Coração: Apaixonado


Letra de musica: 

1, 2, 3, 4

Plain White T's



Aconteceu: Conheci novos melhores amigos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Inerente


Intimamente unido.
Meu,
em mim.
Me é atribuído.
Me pertenceu.
É propriedade, enfim.

Inseparável, ungido.
(sou pessoa ou sou coisa?) Sou eu.
Faz parte de mim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Abstração


4:30h. Rolo na cama sem conseguir dormir, apesar de meu corpo estar extremamente cansado, não conseguia fazer minha cabeça parar de rodar. Me levanto, percebo que estou tremendo, acho que estou com frio. Vou até o banheiro, no mesmo segundo em que fecho a porta, sinto meu estômago revirar, sobe-me à boca uma ânsia, o gosto amargo da derrota, do fundo do poço, quero tirar aquilo de mim, o cheiro do cigarro, do álcool me fazem me sentir pior do que já estou. Onde um dia foi minha barriga agora parece ter apenas um buraco, que aos poucos me consome. Olho para o que acabei de fazer, sinto nojo, não do vomito mas de meu corpo e do meu ser. Me tornei o que sempre odiei. Me levanto, vou cambaleando até o espelho, morta de medo do que vou ver. Fecho os olhos enquanto levanto, paro, reflicto, por um instante penso em me virar de costas para o espelho e sair dali, voltar para a cama e tentar dormir. Mas, então, tomo coragem e, lentamente, abro os olhos e vejo o que restou de uma garota, de alguém que pensou que havia crescido, mas que não passava de uma criança teimosa  e irresponsável. Vejo minha olheiras, tão profundas como nunca. Meus olhos tão negros que nem pareciam ser meus, traziam em si uma amargura imensa. Meus lábios, em um tom levemente arroxeado, talvez pelo frio que eu sentia. Eu podia sentir meu coração sem sequer tocar nele, pulsava forte. Doía. E eu chorei. De pena, de nojo, de mim.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Veleidade


Tenho fome
tenho sede
tenho muito
tenho nada

Quero colo
quero cama
quero sexo
quero querer
quero o ter
tenho o querer
tenho o ter
que ninguém mais tem

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Efêmero


Brinca. Pula. Ri. Tropeça. Cai. Resmunga. Levanta. Emburra. Se irrita. Briga. Se incomoda. Para. Pensa. Se aquieta. Reflecte. Sorri. Percebe. Levanta. Anda. Imagina. Se diverte. Devaneia. Se assusta. Acorda. Sorri.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

“Mas, com certeza...

...para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância.” Le Petit Prince





As estatísticas nada dizem,
as previsões são vãs.
Quantos anos você tem?
Vai chover amanhã?
E a semana que vem?
Quanto vou receber?
Quanto vai me custar?
Quanto tempo vou viver?
É possível medir?
O que importa, para mim, é o que se estende infinitamente,
assim como a distância entre as estrelas, calculáveis, mas inalcançáveis.
Talvez não.
Se eu quiser.
Os números me dizem a distância.
E eu digo: o que importa é o caminho.

domingo, 18 de setembro de 2011

-Eu vou...


...inventar uma palavra maior que "eu te amo". Isso já não diz mais nada! O que eu sinto por você é bem mais do que "eu te amo".
                                 Alex K.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fulguras


Há algum tempo eu comecei a observar as pessoas, e descobri que não é difícil saber o que elas pensam. É só olhar para elas. o modo como agem, falam, sorriem, gesticulam ou olham (e principalmente olham) diz muito sobre elas. As vezes mais do que elas querem dizer, outras mais do que eu preciso saber. Basta observar as pessoas.

sábado, 27 de agosto de 2011

"Deixa eu brincar de ser feliz...

... deixa eu pintar o meu nariz!"
Los Hermanos


- Ah! Se todo o dia fosse dia de brincar!
- Mas é!
- É não que eu já cresci tenho muita coisa para fazer!
- É sim, porque só cresce quem quer!
Pausa
- Quantos anos você tem?
- Quantos acha que tenho?
- Sei lá... Uns treze.
Risos
- Tenho dezoito, e você?
- Doze. Por que você age como se fosse uma criança?
- Porque sou.
- Mas você é mais velha que eu! Devia se maquiar, por salto alto e ter um namorado!
- Mas eu me maquio, me visto de palhaço, inclusive, brinco com tintas e cores. E meu namorado também.
- Mas isso não está certo!
- Quem disse?
- Err... Todo mundo.
- Não sou todo mundo. Sou parte de um todo que não é todo mundo sem mim!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"-Mãe...

...ela está me chamando de viado!
-Você tá chamando teu irmão de viado?
-Eu estava só brincando, porque ele estava com as pernas cruzadas.
-Eu não quero nem saber, se você falar isso de novo eu vou lavar a tua boca com sabão. E se o senhor sonhar em ser viado vai apanhar até aprender a virar homem!"

Cómico ou trágico, eu realmente ouvi este diálogo. E, confesso, fiquei abismada. E o fato me lembrou um amigo, que nada tem a ver com essa família. O fato é que, quando os pais começaram a desconfiar que ele pudesse ser gay (isso! Desconfiar, porque com isso ele acabou ficando com medo de realmente assumir), tiraram uma porção de "privilégios" dele, como, por exemplo, celular, Internet, sair a noite, e etc. Isso já faz um tempo, algumas coisas já mudaram, mas nem tudo. É triste ver como muitas famílias reagem mal a opção sexual dos filhos. Mas não posso fazer muito além de lamentar, afinal, preconceitos existem em todo o lugar, inclusive na própria família. E não só com relação a sexualidade.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Filme, genialidade e selo.


-Tudo isso é real ou só está acontecendo na minha cabeça? - Perguntou Harry.
-Está, com certeza, acontecendo na tua cabeça. Mas isto não significa que não seja real. - Respondeu, sabiamente, Alvo Dumbledore.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 2

Já fazem 10 dias que este filme estreou, mas só neste sábado (23) que eu pude vê-lo. Sei que a saga não agrada a muita gente, que diz não gostar de filmes de magia e tudo o mais. Respeito a opinião, mesmo discordando completamente. Sou pottermaníaca assumida desde os 9 anos de idade, quando vi A Câmara Secreta. Mesmo, até então, não tendo visto o primeiro, me apaixonei por tudo aquilo, e fiquei simplesmente fascinada olhando para aquela tela enorme na minha frente. Eu tenho 18 anos, ou seja, em quase todos os filmes eu tinha a mesma idade do Harry na época do lançamento, o que me fez crescer com ele. Confesso que chorei quando minha carta de Hogwarts não chegou, podem me chamar de boba, eu tinha 12 anos e queria uma prova de que tudo isso realmente existia. Tenho um livro de poções e decorei grande parte delas, embora nenhuma nunca tenha funcionado. Leio os livros e vejo os filmes incansavelmente. Enfim, acho que J. K. criou  não só uma história, mas uma geração. Porque ela é realmente um génio (ou genia, se é que essa palavra existe).

P. S. Estou procurando uma varinha, alguém sabe onde é a nova loja do Olivaras?

Dando continuidade ao post, quero agradecer imensamente aos selos que eu ganhei da , do blog L@DY M@(B&TH. Valeu pelo carinho!



Selos estes que eu indico a: