terça-feira, 31 de maio de 2011

Fofocas, anti-republicanismo e sutilmente.

Bem como diria meu amigo Pedro, este texto é um supercombo 3 em 1 de assuntos importantes e que, na verdade, não tem muita ligação entre si, excepto pelo fato de que aconteceram no mesmo dia.
Então, vamos lá! Há uma semana eu terminei um namoro que já durava 1 ano e 8 meses, e, o que me deixou mais intrigada foi que o o motivo de tal separação estava mais claro para algumas pessoas do que para mim mesma, e até mesmo o Alex. Já que não foi bem uma separação, foi um desses tempos que a gente se dá quando fica confuso, de qualquer maneira, chegaram aos meus ouvidos, das mais diversas pessoas, "versões" deste capítulo da minha novela diária! Como se não bastasse, até um amante surgiu na história, para vocês verem como minha vida é super-interessante e nem eu mesma sabia! Fofocas? Imagine! Eu não falei de fofoca, isso se chama apenas: COMENTAR FATOS INTERESSANTES DA VIDA ALHEIA, ACRESCENTANDO ALGO QUANDO NOS OCORRE QUE O REAL NÃO É MAIS TÃO INTERESSANTE ASSIM. E, como se não bastasse, agora tenho que aguentar esse clima tenso na faculdade.
Faculdade que, por sinal, me lembra o segundo tema deste post. Todo o ano, o colegiado de matemática organiza e realiza uma festa junina para uma escola da cidade, e este ano não poderia ser diferente. Ontem alguns alunos do 4º ano passaram por nossa sala do 1º anunciando que já poderíamos das os nomes, caso quiséssemos trabalhar voluntariamente na festa, ajudar a organizar a decoração ou fazer alguma apresentação. Também disseram que, caso alguém quisesse poderia colaborar com dinheiro para a compra de doces que serão doados para as crianças. Tudo bem. Porém, tais doações só poderiam ser no valor de R$10,00, o que achei muito estranho, quer dizer que se alguém quiser ajudar mas não puder colaborar com essa quantia não pode? E, outro fato enojante aconteceu depois, tais alunos começaram a nomear os professores que estariam "presenteando" os alunos que "doassem esta pequena quantia" com 1 ponto na média, mais 1 ponto para quem ajudasse na festa e mais 0,5 ponto para quem dançasse! Que bonito! Quanta caridade! Agora eu me pergunto: Para onde vai o sentido da palavra doação, posto que recebemos uma espécie de pagamento? O voluntário é aquele que ajuda pelo prazer de ajudar, e não porque precisa de nota! E outra coisa: Isso é uma UNIVERSIDADE, cada ponto na nossa média significa que aprendemos, que somos capazes de nos tornar bons professores, já que é para isso que estamos nesse curso. E não para aprender que não faz mal nenhum comprar um ponto por R$10,00!

Expressa toda esta minha insatisfação, termino o texto com uma boa notícia: Não há tempo, fofoca ou brigas que separem quem se gosta de verdade!

sábado, 28 de maio de 2011

"Ando...

...com uma vontade tão grande de receber todos os afectos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar." 


Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Buscando nossa própria identidade - Sonia Maria Milano (trecho)

Cada um de nós tem um presente a dar à humanidade e esse presente é único. Uma das nossas funções aqui é descobrir qual presente temos para dar ou que viemos dar, e lançar mão desse presente único e original trazendo-o para fora. Esta é a nossa verdade que se manifesta através da nossa individualidade.


[...]


A mulher que passivamente se submete aos valores arcaicos da sociedade patriarcal começa a definhar. [...] No momento em que nós, mulheres, começamos a ressecar torna-se difícil funcionar através da nossa criatividade, idéias e entusiasmo, potencialidades femininas que só crescem em condições de umidade. Devemos, então, estar alertas para este processo de ressecamento, resultado, às vezes, da demora em buscarmos o nosso verdadeiro eu.


Quando já estamos atrasadas para nossa volta ao lar existe o perigo de perdermos nossas idéias, pois nosso relacionamento com a alma se fragiliza, nosso sangue flui aguado e lento. Os nossos olhos não têm nada que os faça brilhar; os nossos ossos se cansam e nos tornamos cada vez menos capazes de avançar na vida. Enchemo-nos de idéias, deveres e exigências que não funcionam, que não têm vida e que não geram vida. Uma mulher assim torna-se pálida, apesar de briguenta; fica inflexível, embora dispersa. Seu pavio vai ficando cada vez mais curto.


[...]


Ela não está acostumada a deixar que os outros remem o barco. Ela é adepta da ladainha que diz: “Meus filhos precisam disso, precisam daquilo e assim por diante”. Ela não percebe que, ao sacrificar sua necessidade de voar, está ensinando seus filhos a fazer os mesmos sacrifícios quando crescerem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Tentei chorar...

...e não consegui."


Eu esperava todo o tipo de reacção de você, menos isso! Menos esse lamento constante; essas súplicas involuntárias e tristemente aflitas. Mas eu ainda te amo, e não quero luto ou sofrimento, quero apenas a melhor das lembranças, as mais bonitas poesias, e tudo o que vier com isso.

domingo, 22 de maio de 2011

Eu e... Eu.

É complicado tentar definir
não me
apenas definir

É complicado porque é sentimento
confusão
lamento

É complicado porque não é só meu
não só minha vida
e eu tenho medo de estragar tudo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Educar: para que e por quê?

Ainda que o nível da educação, principalmente no sul e sudeste brasileiros, tenha melhorado muito com o passar dos anos, ainda temos um enorme caminha a seguir, não só para “alcançar” os chamados Países de Primeiro mundo, como as próprias escolas particulares brasileiras. Porém, o que deve e o que pode ser feito em relação a isso? E o que se quer fazer?
Ao se fazer uma comparação entre os conteúdos base da educação pública e particular de, por exemplo, uma mesma cidade de nosso país, pode-se perceber nítidas diferenças. Isso acontece porque a educação privada é, hoje, voltada principalmente como preparação para o ensino superior, ou seja, as escolas e colégio pagos preparam seus alunos para que eles se saiam bem em um vestibular, por exemplo. O que só fará crescer prestígio e popularidade do colégio, atraindo assim mais alunos, ou seja, interessa capitalista.
Agora, voltando o olhar para uma escola pública, não importando se federal, estadual ou municipal, não se vê o mesmo intuito da parte dos educadores, posto que o conteúdo que deve ser obrigatoriamente passado aos alunos vem do governo, cabe ao professor, apenas, decidir como aplicará isso em sala de aula. O fato é que, tais conteúdos não foram classificados como “indispensáveis” baseados no que deveriam, como por exemplo, a aplicação, em proveito da influência da escola no meio social, em melhorias de vida, tais como saneamento, prevenção de doenças, conscientização social, além, é claro, dos conteúdos base da Língua Portuguesa, incluindo a alfabetização e o incentivo a leitura, e Matemática e sua aplicação cotidiana.
Tudo isso acontece porque a educação pública no Brasil segue o sistema de educar para o trabalho, que é nada além de preparar os “operários” do futuro. Sim, talvez seja um pouco de exagero de minha parte, mas um político de alto cargo, mesmo defendendo que a educação brasileira está em um óptimo patamar, mantém os filhos em colégios particulares.
E quem seriam estes tais “operários”?
São aqueles que aceitam, por não saber que pode ser melhor, o salário mínimo indigno que recebem. Que votam, mesmo sabendo que o político é corrupto, que vendem seus votos. São os que acreditam que as decisões políticas não interferem em suas vidas. Os que se preocupam mais com o resultado do futebol do que com o valor do imposto. São como diria Bertold Brech, analfabetos políticos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Saber...

... assumir erros e tentar concertar.

Sei que tenho vindo pedir desculpas demais por aqui, mudando o que anteriormente eu disse. Mas, acredito que seja normal errar, e correto se desculpar por erros.
Não achei que fosse certo da minha parte corrigir este post sem mencionar a correcção, posto que tal texto não é somente de minha autoria. Espero, sinceramente, a compreensão de meus novos amigos: Adriano Silva, Pedro Assis e Quésia Rosa.

p.s.: Posso ter sido um pouco formal demais, mas acho que a situação pede tal formalidade.

terça-feira, 17 de maio de 2011

I'm sorry

Sei que causei certa confusão neste post, e gostaria de me desculpar por isso. O fato é que, às vezes, eu estou com algo em minha garganta que me incomoda tanto a ponto de me obrigar a escrever, porque assim eu penso que, talvez, a pessoa para quem eu deveria estar dizendo tudo isso possa estar lendo. Mas, me esqueço completamente de que, com isso, posso causar grandes confusões, fazendo com que a pessoa errada tome as dores por algo que eu disse.
Portanto, vou passar a evitar tais desabafos de forma descarada.

domingo, 15 de maio de 2011

Selo

Repasso este selo para:
  1. BLOG DO LUIS MEIRA
  2. Beleza em Foco 
  3. About my Truth.
  4. PríncipeTito Blog 
  5. Arapa Rock Motor
  6. Infinito Feminino 
  7. A Monga e a Executiva
  8. Sétima Art 
  9. Blog do Cappacete
  10. A meniina de papel com alma de bOrboleta ... 
  11. Garimpo Democrático 
  12.   Codinome Beija-Flor
  13. Scarpin de Onça 
  14. Imaginário Poético 
  15. Prefira as Joaninhas 
E, respondo as questões abaixo:
  • nome: Jéssica Cristina de Oliveira Marques
  • música: Eight Days a Week - The Beatles
  • 10 coisas sobre mim:
  1. Tenho fé em Deus
  2. Sou apaixonada
  3. Quero um amor para a vida toda
  4. Quero ter filhos
  5. Quero brincar de fazer teatro durante a minha vida toda
  6. Não quero ter que crescer nunca
  7. Falo sozinha
  8. Sonho acordada
  9. Às vezes não sei se estou no mundo real ou imaginário
  10. Sou completamente louca
  • humor: sempre o melhor que eu puder, porém não sei fingir que estou bem quando algo me irrita
  • cor: todas! O mundo é colorido, e não se pode gostar de só uma parte dele.
  • como prefere viajar: com os amigos
  • seriado: The Big Bang Theory
  • frase ou palavra: paz
  • o que achou do selo: muito lindo

sábado, 14 de maio de 2011

Ninguém é...

...pois, obrigado a me tratar de forma diferente por algo que eu tenha feito ou dito. Posto que sou como toda e qualquer pessoa.

Não há, na minha opinião, costume pior que a falsidade; Fingir gostar de alguém, e tratá-la bem por isso. Acho a maior das infantilidades, mas que posso fazer? Mudar o teu pensamento? É... Posso tentar, o que não significa que conseguirei, ou que isso será uma coisa boa, mas posso tentar. Só gostaria que soubesse que prefiro mil vezes que me olhe e diga o que não lhe agrada em mim, ao invés de inventar qualidades que não tenho.

domingo, 8 de maio de 2011

Alguém sabe cantar o Hino Nacional?

Segundo o resultado do IDEB, baseado na Prova Brasil, que foi feita por alunos de 8ª série/9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, o Brasil alcançou a meta de 6,0 pontos, “igualando” sua educação à de países de primeiro mundo. Mas seria a educação brasileira mesmo de “primeiro mundo”? Bem, talvez esta não seja a pergunta correta a se fazer. Seria a educação brasileira suficiente em um país onde a mídia tem uma enorme influência negativa?
Você já se perguntou por que quando o Brasil é citado em uma conversa no exterior sempre surge o assunto futebol? Ou então, nos tele-jornais, por que após as notícias políticas começam as de esporte? É porque o brasileiro, acredite ou não, ainda sofre a inflência de algo que nos foi “imposto” durante a Ditadura Militar. Começou com a famosa Copa do Mundo de 1970, que foi utilizada como propaganda política pela ditadura, associando a conquista no campo desportivo ao desenvolvimento do país. Se tomarmos como exemplo uma marchinha lançada na época que se intitula "Pra frente, Brasil", veremos frases como "Ninguém segura este País", "Ame-o ou deixe-o" e "O Brasil é feito por nós" que, a princípio parecem apenas incentivar os brasileiros para que torçam pela seleção quando na verdade tinham como principal objetivo agregar todo o povo brasileiro, uma espécie de integração nacional, para apoiar o eixo desenvolvimentista e o "milagre" económico proposto pela ditadura. O objetivo era que, ao invés das pessoas saírem às ruas para participar de manifestações políticas, ficariam em suas casas torcendo pela seleção brasileira.
Qualquer semelhança com a Copa de 2014 não é mera coincidência.
Cabe a educação, de uma maneira geral, utilizar-se de meios para ter mais espaço também na mídia, o que está, sim, ao alcance do governo. Que poderia se assim desejasse, através de seus canais de televisão e espaço nas emissoras já existentes, inserir programas educativos e de interesse da população.
Mas isto faria surgir uma nova questão: é de interesse dos grandes empresários brasileiros que o “país” mude sua visão do Brasil?  Uma resposta negativa a esta questão significa dizer que as grandes emissoras, empresas e instituições privadas, frente à tal investida educacional, caso essa acontecesse, aumentariam ainda mais o volume de lixo midiático, ou seja, excessiva atenção ao que não é de grande valia, deixando de anunciar e divulgar o que é importante e vem para enriquecer a educação e o conhecimento de quem lhes dá a tão desejada audiência. 

Escrito por:  Adriano Silva
                   Jéssica Marques
                   Pedro Assis
                   Quésia Rosa