domingo, 30 de outubro de 2011

Atuar


é se libertar.
Brincar.
É ser sem ser.
É o não ser.
E ainda assim ser.
É sentir falta.
É vício.
É saudade.
Já é minha verdade.
Faz parte de mim.

sábado, 29 de outubro de 2011

E o anti-republicanismo regressa.

- Não vai responder a chamada?
- Meu nome não está na lista, professor.
- Então deve ter alguma coisa errada!
- Não. Ele só não está lá porque eu não paguei.
- Não tinha R$10,00, é?

Tinha. Mas não tinha e nem tenho coragem de colaborar com algo deste tipo. Tinha. Mas preferi comer alguma coisa ou gastar com minhas banalidades a comprar 1,0 ponto na tua matéria. Eu queria e ainda quero contribuir com a festa para os alunos da escola. Compraria algum doce e doaria, compraria com aqueles mesmos R$10,00 se pudesse. Mas já que não pude, nem pude doar uma quantia menor. Já que o valor do tal 1,0 ponto era fixo: R$10,00. Então resolvi apenas ir ajudar a montar os quites com os doces. Assim me sinto bem por ter ajudado, sem me culpar por estar comprando nota.

- Preferi vir voluntariamente.
- Não precisa de nota, não é?

Não precisa de vergonha na cara, não é?


- Não.

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Em alguns momentos é preciso tentar ter algum respeito por pessoas que não se envergonham em fingir serem caridosas.
Não entendeu? Então veja o que aconteceu antes.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

About me

Música:


Animação:



Frase:
"Creio no riso e nas lágrimas como antídoto contra o ódio e o terror"
Charles Chaplin

Filme:


Desejo: Que um dia eu possa olhar no espelho e dizer: sou o que sempre quis ser!


Estado emocional: Feliz!


Coração: Apaixonado


Letra de musica: 

1, 2, 3, 4

Plain White T's



Aconteceu: Conheci novos melhores amigos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Inerente


Intimamente unido.
Meu,
em mim.
Me é atribuído.
Me pertenceu.
É propriedade, enfim.

Inseparável, ungido.
(sou pessoa ou sou coisa?) Sou eu.
Faz parte de mim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Abstração


4:30h. Rolo na cama sem conseguir dormir, apesar de meu corpo estar extremamente cansado, não conseguia fazer minha cabeça parar de rodar. Me levanto, percebo que estou tremendo, acho que estou com frio. Vou até o banheiro, no mesmo segundo em que fecho a porta, sinto meu estômago revirar, sobe-me à boca uma ânsia, o gosto amargo da derrota, do fundo do poço, quero tirar aquilo de mim, o cheiro do cigarro, do álcool me fazem me sentir pior do que já estou. Onde um dia foi minha barriga agora parece ter apenas um buraco, que aos poucos me consome. Olho para o que acabei de fazer, sinto nojo, não do vomito mas de meu corpo e do meu ser. Me tornei o que sempre odiei. Me levanto, vou cambaleando até o espelho, morta de medo do que vou ver. Fecho os olhos enquanto levanto, paro, reflicto, por um instante penso em me virar de costas para o espelho e sair dali, voltar para a cama e tentar dormir. Mas, então, tomo coragem e, lentamente, abro os olhos e vejo o que restou de uma garota, de alguém que pensou que havia crescido, mas que não passava de uma criança teimosa  e irresponsável. Vejo minha olheiras, tão profundas como nunca. Meus olhos tão negros que nem pareciam ser meus, traziam em si uma amargura imensa. Meus lábios, em um tom levemente arroxeado, talvez pelo frio que eu sentia. Eu podia sentir meu coração sem sequer tocar nele, pulsava forte. Doía. E eu chorei. De pena, de nojo, de mim.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Veleidade


Tenho fome
tenho sede
tenho muito
tenho nada

Quero colo
quero cama
quero sexo
quero querer
quero o ter
tenho o querer
tenho o ter
que ninguém mais tem

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Efêmero


Brinca. Pula. Ri. Tropeça. Cai. Resmunga. Levanta. Emburra. Se irrita. Briga. Se incomoda. Para. Pensa. Se aquieta. Reflecte. Sorri. Percebe. Levanta. Anda. Imagina. Se diverte. Devaneia. Se assusta. Acorda. Sorri.