terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Pois eu amo mesmo!


E não tenho vergonha de amar. Pois eu amo mesmo! E se o amor fosse tão inútil como dizem, as pessoas conseguiriam viver sem. Como um apêndice, que quando incomoda você tira e ele não importa mais. O amor não é assim, o amor não é um apêndice! O amor é necessário, não se é feliz sozinho, não é isso o que eu ouvi? Amar... Amar é querer perto. Amor não é sexo. Amor é amor. Como se ama a mãe, o pai ou o irmão. Como se ama o cachorro, a música e o melhor amigo. Amor é amar. Desilusão não é ex-amor, desilusão é amor, se é ex não era amor, não existe um ex-amor, assim como não existe uma ex-mãe. É só uma mãe, que mesmo tendo ido ainda é mãe. Amor não é burrice também, você ama com o cérebro na verdade. E nem é ativado por um botão de liga/desliga. Ele vem, e você nem percebe. Você só se toca de repente e diz: "eu amo.".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Acho que...


...eu não sei mais falar, só sei escrever. Eu quero dizer o que sinto ou penso, mas tenho tanto medo de não ser entendida. É estranho, porque eu acho que se escrever as pessoas vão me entender. Deve ter algo a ver com o medo de ser interrompida e não conseguir terminar de falar, sei lá! Mas enfim, eu queria que as pessoas entendessem que não é só porque eu não gosto de algumas atitudes delas que eu não gosto delas, pelo contrário, é só uma coisa ou outra que me deixa meio irritada. Como comentar sobre a vida das pessoas, como se isso importasse, ou julgar as atitudes delas sem as conhecer ou conhecer os seus porquês. Sei que só o fato de eu me importar com isso é contraditório ao que penso, mas eu sinto que precisava de uma explicação para eu ter quase explodido ontem. Precisava explicar para alguém, ou talvez só para mim. Tenho sentido muita falta de algumas coisas, como fazer teatro, por exemplo. Sinto falta de conseguir falar tudo o que penso com pessoas que me entendem, e que parecem compartilhar dessa vontade de ser compreendida que eu tenho. Gente que não se importa com a roupa, o sapato ou falta dele. O dinheiro ou falta dele. Não é "graça", não é para "se aparecer", a gente realmente pensa assim. E fica triste por não ser compreendido. Revoltado às vezes, talvez... Acho que no fundo a gente só queria não ser julgado.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estou cansada!

Não um cansaço estressante, não cansada da vida - gosto da minha vida! - , mas o meu corpo pede descanso. Queria pelo menos uma semana de férias, e que não demorasse tanto a chegar. Queria uns dias para acordar tarde e dormir mais um pouco. Queria uns dias para passear e não ter compromissos e deveres. Estou mesmo cansada!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu quero...


...paquerar você de novo, daquele meu jeito sem jeito e bobo. Eu quero os olhares sem graça e os sorrisos disfarçados. Eu quero ficar com você de novo, como se nunca tivesse havido um antes como o nosso antes. Eu quero o beijo diferente e novo, que é o mesmo beijo de antes só que dado agora. Eu quero, a criancice a meninice e idiotice, é isso que quero. Ser grande é chato.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

É incrível...


...como ainda existe gente idiota e sexista a ponto de querer mandar na vida dos outros e ainda achar que está certo! O que eu ouvi hoje entra para a lista das maiores idiotices que já me foram ditas. Pelo que entendi, tudo fazia parte de uma brincadeira comum de fim de ano, o amigo secreto. O que acontece é que quem presenteou a irmã da pessoa em questão lhe deu um vibrador. OK, era uma brincadeira, nem sei se ela ganhou outro presente... Só que não ficou só nisso. O irmão irritadíssimo com o ato da tal pessoa foi atrás dela com a intenção de agredir, e ameaçar de morte, mas ficou só na ameaça mesmo. O que me deixou       puta da vida! Como assim? Então ele se acha no direito de se meter na sexualidade da irmã? E dizer o que ela pode e o que não pode fazer? E o que pode e o que não pode ganhar? E se fosse diferente? E se ele tivesse ganhado algum apetrecho sexual de presente? Será que alguém teria agido assim? Teria descaradamente imposto como deveria ser sua vida sexual? Mas não... Era o seu dever de irmão zelar pela moral e os bons costumes da família, porque ela não pode deixar que as pessoas percebam nem um indício da vida sexual dela! Muito menos se envolve algo deste tipo, onde já se viu dar tal objeto à uma moça de respeito?! Convenhamos, não nos interessa nem um pouco se ela ia usar ou só rir da brincadeira e deixar o vibrador guardado em algum canto. Isso só interessa a ela mesma. Não afeta a vida de ninguém, ou pelo menos não deveria afetar.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

E como eu sinto falta!


E como eu não consigo expressar isso direito! E como eu tento mal! E eu já nem sei mais se você realmente sabe como eu sinto falta! Não que falte. Não o tempo todo. Mas é que o tempo em que falta faz uma falta tão grande que o tempo em que eu tenho parece pequeno demais... Desperdiçado demais... Queria mais tempo, tempo melhor aproveitado, tempo só nosso mesmo... Acho que fui perdendo aos poucos o dom de falar. Não falo mais. Não bem. Não sei mais falar. Só sei sentir falta e não conseguir dizer o quanto. Só sei não aproveitar o tempo que tenho, o tempo que temos, que já é pequeno.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ontem me aconteceu uma coisa estranha!


No meio de um sonho, percebi que estava sonhando. Entendi que não estava na dimensão em que normalmente vivo. Vi que não tinha lógica ser real o que acontecia. Eu não poderia estar vivendo aquilo! Será que não? O que é a lógica e de onde vem? Quem determina? Será que não é o agora um sonho e o ontem a realidade? Será que um outro eu, em outra dimensão, não está dormindo agora? E toda a lógica não passa de baboseira sem sentido?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jactância vazia


Perdido na ganancia do seu nada. Me são horríssonas suas palavras. É evidente que lhe escorrem pelas faces aquilo que lhe destrói sem que se perceba. Tanto o que entra quando o que sai da boca são sua ruína. O dinheiro não lhe satisfaz. O prazer não lhe satisfaz. Está vazio de si e do mundo. Como um Gray que destrói sem perceber. As aparências não mostram tudo. E o seu retrato, escondido a sete chaves pode nunca ser encontrado, mas existe.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vou


Deixar de lado o que me deixa triste e ouvir o som do mundo. Vou! Sorrir para quem me olhar e achar isso bobo. Vou! Sentir que o vento muda de lugar a vida nem que seja por um dia. Vou! Fingir que tudo é tão normal e tão incrivelmente diferente em cada detalhe. Vou! Olhar para qualquer lugar menos para frente ao caminhar. Vou! Esquecer que um dia já me senti mal seja pelo que for. Vou! Perceber que meus problemas não se resolvem sozinhos e que reclamar não ajuda em nada. Vou! Ser feliz pelo tempo que eu puder, até conseguir transformar meu mundo pessoal na realidade do que há.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não quero ficar em silêncio.


Eu sinto falta de falar, sinto falta de me expressar. Eu acho até que as pessoas esperam que eu fale. O meu silêncio as surpreende... e também a mim. Já ouvi dizer que sou indecisa. Acho que sou. Principalmente com os detalhes. E no momento o que me deixa aflita é o dizer ou não. Me manifestar ou não? Às vezes o silêncio também é uma forma de expressão. Mas é tão difícil saber quando. Principalmente quando isso significa nadar contra a maré para defender sua opinião. Me lembro de momentos em que me calar teria sido bom, mas não foi o que fiz. E isso me faz pensar se não seria este um desses momentos. É... às vezes o silêncio também é uma forma de expressão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em um segundo...

... estava vivo. E depois não mais. Eu não sei dizer como foi. Não me lembro do que senti. Não no ato. Me lembro do que sentia antes. Quando ainda vivia. Não sei porque sentia tanta raiva. É complicado tentar lembrar de coisas tão distantes. Só sei que o sentimento me invadiu e quando percebi tinha sangue nas mãos. Não havia mais vida a minha frente. Não pensei. Não corri. Não chorei ou me desesperei. Apenas vi.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Ai, que falta me fazem as tardes em que podia devorar um livro após o outro!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E aqui...


...estou eu de novo, como quem nada mais tem a fazer. Setembro passou tão rápido que nem tive olhos para ver. Ainda me pergunto sobre as escolhas que faço, e me surpreendo com minhas respostas. Deixar. Deixar e estar. Ficar. Ir e vir. Parece que já foi tudo feito tantas vezes. E que o tempo passou tão rápido que eu queria poder pará-lo um pouco. Não. Não no agora. Do agora não quero mais do que já tenho. Quero mais dos dias que são só meus. Quero mais de você. Pode parecer minha culpa, e talvez seja por querer tanto de tudo, e eu sei, não entendo mas sei, que ainda vou ter. E por isso não paro. Vou e volto quanto for necessário. Te tenho e deixo sem deixar. E quero, quero e insisto no querer. Não me arrependo da gula e espero. Porque a calma ainda pode ser minha virtude. Assim que eu a recuperar.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Foi num momento de distração, eu sequer tinha percebido. Foi num olhar assim de lado, foi sem pensar, sem perceber. Eu fui chegando assim mais perto, e ele veio cá também. Não sei das intenções, nem das minhas, aliás. Só sei que aconteceu, que tanta coisa aconteceu. Sei de sorrisos, sei de mãos que se seguram. Sei de timidez. Sei de beijos e carinhos, sei de brigas desnecessárias. Se de reconciliações, de idas e vindas. Sei do tempo passando. Sei da vida mudando. Sei de tanta coisa! Sinto tanta coisa. Está tudo tão diferente e ao mesmo tempo tão igual. E como eu quero que fique igual! Como eu quero que o tempo não mude essa reciprocidade. Que não mudem as brincadeiras, que não mudem os sorrisos, que não mudem os carinhos, ou as mãos que se seguram. E mesmo que o dobro de tempo passe, ou mais do que isso, que você saiba o quanto é importante para mim. E que eu te amo muito Alex.

3 anos da gente!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mudar.

Dizem que é bom, mas quando mudamos acham estranho. É complexo isso. Depende do ponto de vista. Quando se olha de cima nem se nota. Quando se olha de baixo, quer voltar ao passado. Visto de longe parece normal, bom até, mas é de perto que é o problema. É impossível conhecer uma pessoa inteiramente. Você pode chegar bem perto disso. Mas nunca vai terminar. Por isso é impossível entender mudanças, nunca se sabe se a pessoa já era assim antes e só agora deixou transparecer. Talvez ela tenha se cansado de brincar de ser o que não é. Era bom no começo, mas faz falta  se expressar, faz falta pintar e se pintar. Não que fosse falsidade, estava mais para tentar ser o que se quer ser. Mas não faz sentido falar sobre isso. Não faz sentido definir coisas tão vagas assim como as mudanças.

sábado, 21 de julho de 2012


"Feliz Brasil, que não se preocupa com problemas, não pensa e apenas sonha em ser, num futuro muito próximo, 'o primeiro País do Mundo'..." - Jorge Amado (O país do Carnaval)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não sei.


Acho que de repente tudo ficou tão leve, tão fácil. Como se a vida toda eu tivesse complicado as coisas. É tudo simples, sempre foi. É só fechar os olhos e respirar. Respirar pode ser fácil se eu tentar sempre. Ainda escuto um ruído às vezes quando o faço, mas com o tempo pode ser que passe, se eu fizer o que precisa ser feito. Será que vou sentir saudade? Não sei. Espero que não. Mas saudade pode significar que se gosta; então espero que sim. Eu sei que posso passar mais que uma semana sem sentir tanta saudade só falando ao telefone e pela internet, mas é porque eu sei que ele está a poucos minutos de mim, logo ali do outro lado. É estranho como só de saber que a distância aumentou a saudade também aumenta, mesmo sabendo que não vai demorar tanto assim. Entretanto, continuo leve. Respirando devagar e com um pouco de ruído. Embora o teclado do meu computador também esteja barulhento: me sinto um datilógrafa aqui! Não acho que eu demore para me acostumar com as coisas novas, mas ainda sonho com minha velha casa. Gostava dela, mesmo caindo aos pedaços. Foi lá que fiz tanta coisa! Foi lá que aprendi a ser complicada. Mesmo sendo tudo tão simples.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Chuva


Mas não era qualquer chuva, foi algo torrencial. E eu, com meu quase guarda-chuva, tentando atravessar a rua. Súbito começo a rir, pareço uma idiota aqui, mas é que a água que desce pela rua quase me cobre os joelhos. Eu bem que poderia saber nadar. Seria bem mais divertido que tentar andar com um quase guarda-chuva cor de mostarda que não me servia de nada, pois eu estava ensopada, na mão. Não foi uma sensação ruim, a água era limpa, o que não é lá muito normal. Água de chuva é limpa enquanto cai, mas não posso dizer o mesmo depois que ela já está no chão. Gosto de ser óbvia de vez em quando, o mundo vive achando que sabe de coisa demais para se ser óbvio. Acho que já está na hora de eu tentar atravessar esse quase-riacho no meu caminho. Hoje o meu dia está cheio de quases! Eu, só alguém com um quase guarda-chuva tentando atravessar um quase-riacho. Devagar e cautelosamente, como quem não quer machucar o chão, eu fui. Agora sim meu joelhos estão molhados! O problema vai ser subir as escadas na contramão, posto que as águas descem. Será que posso eu ser multada por subir uma escada na contramão? Melhor então seria deixar as águas descerem as escadas em paz e dar a volta pelo outro lado. Acho que não me lembro mais para onde estava indo, andar na chuva é tão cansativo e reconfortante ao mesmo tempo que penso em tantas coisas sem nem perceber que caminho tomei para chegar onde cheguei. Ei! Parece que pessoas secas e sem guarda-chuvas vem na minha direção. Olho par cima e vejo o teto. Eu já entrei na faculdade há um bom tempo e sequer percebi. Fecho meu quase guarda-chuva cor de mostarda e subo as escadas, porém desta vez não estou na contramão. Estranho, não tem ninguém no corredor. Também pudera, com esta chuva a cair sem tréguas ninguém em sã consciência sairia de casa. Mas porque eu saí então? Foi como se de uma só vez eu me lembrasse da minha vida toda, de quem eu era e o que fazia. Olho para o relógio e percebo: já fazem 15 minutos que eu deveria estar fazendo uma prova.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Acho


Acho que já faz um bom tempo que eu não fazia isso. Ou melhor, que isso não acontecia comigo, porque não eu quem faz, simplesmente acontece. Em um momento está tudo normal, em outro parece que o mundo ficou devagar. Me basta ver algo que me chame a atenção, um simples gesto de momento ou algo assim. Mas é bom, parece até que eu estou fora da situação.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Estou vendo.


Estou vendo o dia em que pessoas dirão: "errados estão os que defendem os direitos de um bebê, como se ele fosse uma pessoa!". Estou exagerando? Pois acho que não, vi hoje um comentário que não fica muito longe, ele dizia: "é um absurdo quererem criar leis que dão direitos a um feto, como se ele fosse uma pessoa." Ah! Ele não é uma pessoa? Então o que ele é? Só uma parte de dois irresponsáveis que se acham melhores que uma criança e por isso no direito de matá-la. Que acham que mais vale "não estragar" suas vidas acabando com a de outra pessoa. Parece exagerado falando assim? Parece cruel para as crianças as quais vocês preferem que morram a irem para adoção ou sofrerem nas mão de famílias que não as querem? Eu realmente não acho melhor estas outras duas realidades, mas também não acredito que seja desculpa para matar. A solução talvez seja difícil de encontrar, mas existem saídas, como facilitar a adoção, inclusive para casais homossexuais, por que não? O que eu não acho certo é ver frases como a que vi hoje mais cedo ou uma que vejo em diversos lugares: "meu corpo, minhas regras.". OK. Mas até onde vai e o teu corpo e onde começa o de outra pessoa? Até onde as tuas regras valem?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ontem me disseram.


Ontem me disseram que eu sou maluca e que as pessoas que gostam de mim gostam de verdade, foi o que me disseram ontem. Ontem alguém me disse: "é impossível gostar um pouquinho de um louco, ou você realmente ama ou detesta". Disseram, disseram sim e foi bem assim: "me desculpe por eu só te ligar quando estou triste, mas é que você me deixa feliz, quem me dera ser como você". Ainda me pergunto se essa pessoa sabia o que dizia. Talvez ela tenha se arrependido assim que desligou o telefone, talvez ainda pense essas maluquices de ser como eu. Mas um dia ela percebe...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Olhos fixos na TV


Eu não vou chorar, eu não vou chorar. Mas a cada palavra que saia da boca dele eu ficava mais e mais nervosa. Eu tenho isso de chorar quando fico com raiva. Não é uma coisa boa, acreditem. É como se de repente eu me enchesse de algo ruim, porque a raiva é o tipo de sentimento que esmaga os outros, que os empurra para fora de mim. E é por isso que eu choro. Mas eu não queria chorar naquele momento. Parece que a minha casa escolheu aquela hora para ficar cheia, para que todo mundo me visse chorar de raiva de um cara na TV. Um cara que nem sequer era real. Mas será que era dele que eu sentia raiva? Ou será que era da reação que ele causava? De como as pessoas riam do que ele dizia, embora eu achasse tudo nojento e ridículo. Talvez fosse. Não quero chorar. Eu sequer piscava, mas o sentimento já escorria por mim. Tive que sair, eu quis disfarçar, não queria ninguém perguntando: "Por que você está chorando?", queria só chorar, e depois parar, voltar para a sala e ver que ninguém mais assistia àquele filme, ninguém mais ouvia o que o homem do filme dizia. Ninguém mais ria dele. E tudo voltara ao normal.

sábado, 9 de junho de 2012

Silêncio


Som de um carro vindo de longe. Buzina. Silêncio. Livro. Alguém vem vindo. Alô! Oi... Estou ligando só para saber... Passa. Livro. Parece que estou lendo a mesma página de novo. Será? Barulho de carro. Ônibus. Não é esse. Para. Alguém que eu nem sabia que estava ali sobe. Vai. Silêncio. Céu. Rua. Praça. Eu. Livro. Silêncio.  Suspiro.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quer fumar?


Então fuma! Mas não tire o meu direito de não querer fumar! Poxa! Ontem eu estava numa lanchonete com cartazes dizendo ser proibido fumar lá dentro e só no meu campo de visão, que de costas para a maior parte do lugar, havia duas pessoas fumando, e ainda por cima com toda aquela fumaça vindo para o meu lado. Antes de mais nada, quero lembrar que eu sofro de bronquite asmática, e que por isso procuro evitar lugares fechados onde se pode fumar. Já ouvi diversas pessoas dizendo que os incomodados que se retirem, mas isso vai bem mais além. Eu sou da opinião de que não é necessário uma lei proibindo o cigarro em ambientes como bares e restaurantes, mas sim que seja uma opção do dono do lugar, e se ele optar por proibir que seja minimamente repeitado. Porque não é, como muita gente diz e pensa, uma "frescura" se incomodar com a fumaça.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Blá, blá, blá


Fotos, poses, flashes. É tudo tão importante que a vida ao redor deixa de ter importância. Mensagens, recados, recatos. Quem casou? Quem se separou? Quem teve filhos? Blá, blá, blá, desimportante e desinteressante. Cantores do momento, resumo da novela, quanta baboseira! E eu que perco tempo lendo Harry Potter. Isso não dá futuro menina, vai estudar. Ixi! Quero nunca aprender isso na vida. Mas consegue vencer o jogo do EGO com o nome dos filhos dos famosos. Como pode dizer que desperdiço tempo se não lhe digo o mesmo? Quem sou eu para julgar? Só quero paz.

Não que eu goste.



Não que eu goste de assuntos repetidos, de ficar voltando sempre com a mesma conversa ou falando de novo coisas que eu já citei aqui e ali. Mas é que eu não aguentei, eu nunca aguento, é só chegar a bendita época do ano para eu me revoltar de novo. Não adianta de nada, eu sei, sair contando aos quatro ventos quão grande é a minha indignação, mas eu tenho essa necessidade de falar. E a tenho por dois motivos que conheço bem: acreditar que um dia, de tanto eu falar talvez as pessoas percebam as vendas que trazem e me ajudem a também tirar as minhas, que pensem sobre o que fazem e sobre o valor de cada ato. O que vale mais afinal? Alguns números dizendo num papel que você sabe uma coisa na verdade não sabe?; Meu outro motivo é bem menos importante mas não menos real, e me orgulho de assumir mesmo sem me orgulhar de tê-lo: é essa minha carência de ser pensante, essa minha vontade de não mais ouvir que se outra pessoa estivesse no meu lugar não ficaria calada, como se o meu silêncio significasse assentimento. Acho que virei defensora do nada e de coisa nenhuma, afinal. Mas ainda tenho minhas ideias, e depois desse silêncio mal interpretado prefiro não mais me calar. De nada me serve fingir que não me importo e deixar que aconteça.

sábado, 2 de junho de 2012

Foi só de pensar.


Foi só de pensar, e o telefone tocou. Pode ser que seja, telepatia estranha, vontade ficar perto, querer sentir o cheiro. "Posso te buscar?". Pode me levar para onde quiser. Porque só de lembrar  o telefone tocou, e o meu dia não foi só mais um. Talvez a minha vida não seja mais a mesma desde aquele catorze, ou um pouco antes, até um muito depois. Porque a gente muda. Tudo muda, e eu mesmo querendo não posso ser diferente. E fico feliz que mude e continue igual. E que ainda, apesar do tempo, mesmo só de pensar o telefone toque, e eu ouça aquele gostoso "posso te buscar?". E diga sim, vou te esperar. E diga sim, também estou com saudades. E diga sim, fique mais um pouco, que não demora o dia está claro. Como se isso importasse, e não fosse desculpa esfarrapada para o fim de semana não acabar tão cedo. Porque a semana demora, e quando eu vejo já se fazem anos. E tudo mudou. Menos aquele catorze.

domingo, 22 de abril de 2012

Descobri que sou careta!


Acho que sempre fui. Mas gosto disso. Prefiro mil vezes um livro a um filme. Gosto de frio, mas à primeira brisa me encolho e agasalho. Não gosto de salto. Raramente uso maquiagem. Não gosto de pentear os cabelos também, mas nem por isso me rotule desleixada. Não gosto de rótulos, embora às vezes - ou quase sempre - rotule as pessoas. Me irrito com palavrões excessivos, mas me escapam alguns às vezes. Não gosto quando dizem: "Não gosto de fulano." Mas me esforço p. não fazê-lo. E isso me dói um tanto. Enfim, acho que talvez eu seja um pouco narcisista, mas não cabe a mim definir.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Acho que a verdade é que eu não tenho mesmo nada a dizer.


Nada que eu queira expressar, e ainda me arrependo de coisas que disse. Acho que o tempo que passei sem escrever me habituou a não expressar sentimentos e pensamentos bobos. Coisas minhas e que não fazem sentido para mais ninguém. Acho que me valorizo demais, que penso que sou bem melhor que sou, que dou mais valor a alguém que talvez só tenha valor para mim. Mas não estou triste, nem complexada, só pensativa. E com vontade de conversar. Mas conversar com alguém específico, não com qualquer um. Falar sobre tudo e ainda assim não falar de nada. Acho que não conheço ninguém tão carente assim como eu. Alguém que ainda depois de tanto - que na verdade nem é tanto assim - tempo, ainda sente falta do namorado mesmo tendo falado com ele ontem. Acho que sou boba. Já nasci boba. E não me orgulho disso. Mas também não tenho vergonha. Eu me orgulho de algumas coisas que faço, como por exemplo da minha capacidade de divagar sobre diversos assuntos mesmo tendo dito que não tinha nada a dizer; da memória que tenho para algumas coisas, e da falta dela para outras. É bom esquecer às vezes, faz com que a minha cabeça não se encha tão rapidamente e nem exploda. Eu sei que alguém poderia dizer: "tua cabeça não vai explodir!". E eu me irrito com a falta de capacidade de entender metáforas. Acho que eu sou uma metáfora, ou talvez eu seja só uma boba que pensa que é uma metáfora, mas é literalmente uma boba. E eu não me orgulho disso. E acho que a verdade é que eu não tenho mesmo nada a dizer.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hoje eu sonhei com meu amigo.


Eu não vi seu rosto, mas ele segurava a minha mão e dizia:
- Fica calma, o Alex já vem.
Há pouco mais de um ano meu amigo morreu.

sábado, 17 de março de 2012

- Oi, Tia!


- Oi!
- É o meu pai que morreu, tia.
- É... Me disseram. Ele estava doente?
- Estava...
Procurei palavras, o que se diz a alguém que acabou de perder o pai? Não faço a menor ideia. Então simplesmente a abracei. Esperei que ela chorasse, o choro não veio. Então a soltei e olhei para seu rosto. Ela incrivelmente sorria. Me apontou uma mesa com café, pães, chá essas comidas que geralmente se vê em velórios:
- Come aí, tia!
Sorri.
- Obrigada.
E ela saiu saltitando, como se nada a pudesse abalar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Resposta

Em resposta ao post "Igualdade ou burrice?", do blog Minha forma de expressão.

Sempre fui contra qualquer tipo de sexismo, e acho que o feminismo exagerado é realmente um saco. Mas, cá entre nós, isso tudo tem a ver com muito mais do que simplesmente a "tão sonhada igualdade", tem a ver com como você quer ser, independente dos outros! Se depilar por questão de higiene e para se sentir bem, mas não porque todo mundo faz isso e sim porque você quer. E se não quiser não faça! Ninguém tem nada a ver com isso, só você mesma. Olhares, dedos apontados e comentários maldosos é que dão nojo, e não alguns pelos a mais.


Isso para não falar do que é o "mais", quem definiu o que é o "normal"? Desde quando? E quem disse que todo mundo tem que ser igual, que toda mulher tem que ter nojo dessas fotos e todo homem tem que achar broxante? 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

E com vocês, a alegria do circo!


Ah! Ontem eu fui ao circo!
E não em importo o quanto paguei nas entradas,
o quanto esperei na arquibancada,
ou se me decepcionei em algumas partes.
Circo é circo.
E ontem eu fui ao circo.
Ri, sorri, me assustei, me impressionei com coisas que para muita gente são pura besteira.
E me diverti demais!
Porque circo é circo.
E ontem eu fui em um.



P.S.: É óbvio que a companhia também colabora para o passeio ficar divertido!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estava tudo diferente agora.


Já que aos poucos o sol e as demais pessoas da praça se foram. Sara começou a ficar realmente preocupada, só uma coisa explicava o sumiço da mãe: ela havia se perdido.
É claro que só poderia ser isto. Sara sabia que, apesar da mãe constantemente brigar com ela, e comentar com as outras pessoas que a garota era, como ela dizia:
- Um estorvo na minha vida! Não posso sair a noite porque tenho que cuidar dela, não posso trazer meus amigos aqui porque a tal da Assistente Social já vem se metendo na minha vida, dizendo que eu não sou um bom exemplo para a minha filha! Ela que se ferre, a filha é minha e eu sei o que eu faço!
Mas Sara sabia que era da boca para fora, afinal, toda mãe ama muito seus filhos, foi o que a professora dissera quando se aproximava o Dia das Mães, ela disse que mesmo que não demonstrem, as mães sempre amam seus filhos, porque são um pedaço delas. Sara achou aquilo particularmente bonito, e depois passou a imaginar que pedaço a mãe teria tirado de si mesma para fazê-la e chegou à conclusão de que fora a ponta da orelha, porque ela sabia muito bem que a mão não tinha um pedacinho da orelha, onde as pessoas normalmente colocam brincos.
Mas se a mãe tivesse se perdido, e não encontrasse o caminho de volta a praça onde Sara a esperava, a menina precisava fazer alguma coisa! Precisa procurar a mãe. Foi quando ela viu que não estava sozinha na praça, como imaginara. Um homem vinha andando em sua direção, embora parecesse não ter visto a garota. Sara logo de cara percebeu o que ele era, devido a roupa que usava: era um policial.
Sara então se levantou e cautelosamente caminhou em direção ao homem, se lembrando muito bem de seguir as instruções de Tia Brigite:
- Não se deve falar mais do que o necessário para um policial, nem olhar muito nos olhos deles! Ou eles descobrem o que tem na tua bolsa.
Mesmo Sara não estando carregando uma bolsa, como Tia Brigite sempre fazia, ela achou melhor não abusar, porque tinha um pouco de medo de policiais desde que vira um deles bater no Sr. Paulo, seu vizinho. Ela não sabia se ele havia feito algo de errado, mas nunca gostou muito de pessoas que batem, elas sempre lembravam a sua mãe.
- Com licença, Senhor!
- Oh! Está perdida, menininha?
- Não, eu sei onde estou. Só preciso saber onde minha mãe está!
Foi quando o policial deu uma gargalhada. Sara não gostou da atitude dele, não havia feito piada alguma.
- Bem, quando viu tua mãe pela última vez?
- Quando ela me deixou aqui e me pediu para esperar. Mas como ela está demorando muito resolvi pedir a ajuda de um policial.
Outra gargalhada. Aquilo já estava a irritando.
-Eu não sou policial, sou só o guarda da praça. Mas, já faz quando tempo que a tua mãe saiu?
Sara nunca soube lidar com o tempo, aprender as horas seria a próxima lição da escola. Ela só sabia que o dia começava quando ficava claro, e terminava quando ficava escuro, que era quando começava a noite. E que um dia depois do outro formavam as semanas e os meses e os anos.
- Ainda estava de dia.
- Então já fazem 3 horas! É melhor eu te levar até um policial, mesmo. Venha comigo.
Então ele sorriu, foi um sorriso simpático até para um policial. O homem alto, negro e de barba levemente grisalha estendeu a mão para Sara que a segurou, e eles foram caminhando em silêncio.

P.S.: Primeira parte aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"And when I touch you I feel happy inside...


...It's such a feeling that my love"
                                Lennon-McCartney

E eu fico tentando encontrar maneiras de dizer, de um jeito diferente de todos os que eu já falei, mas não acho nada! Eu tento te impressionar, parecer melhor e fazer você gostar mais de mim. Então paro e chego a conclusão de que não preciso de nada disso, você já gosta de mim na medida certa, me completa e me faz querer continuar assim para sempre. Te amo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

-Você não quer brincar?


-Hum... Não, estou esperando a minha mãe.
-E onde ela foi?
-Ela disse que já voltava, falou para eu esperar aqui.
-Tá bom, então.
E a moça simpática saiu pela praça, empurrando seu carrinho de bebê. Sara queria se lembrar de como era quando a mãe a empurrava no carrinho de bebê, mas não era um carrinho tão bonito quanto aquele, ela sabia porque havia visto no álbum de fotos uma vez uma foto de uma garotinha que se parecia muito com ela, só que bem menor, ela estava deitada num carrinho de bebê branco e meio sem graça, Sara imaginou que fosse ela há muito tempo, pois do lado do carrinho estava a mãe dela, mas também estava muito diferente. Mais gorda, mas imaginou que fosse porque tinha um bebê. Uma vez a Tia Felícia disse para uma amiga dela, que vivia indo na sua casa:
-A Ana tá enorme de tão gorda, mas também, tem um bebê!
E desde então Sara sabe que mulheres que tem bebês são gordas, mas ainda não conseguiu ver uma relação nisso. Mas não era só isso que diferenciava a mãe que aparecia na foto da mãe que a deixara na praça esperando. Havia uma coisa bem maior: a mãe da foto sorria. E não trazia entre os dedos um cigarro aceso, como era de costume. Sara teve a impressão que talvez o motivo do sorriso bonito de sua mãe fosse o homem que estava do outro lado do carrinho, que olhava para ela de um jeito bonito, e também sorria.
Sara não se lembrava de mais detalhes da foto, tampouco vira outras, porque havia ouvido o costumeiro ranger da porta, sinal de que a Tia Felícia havia chegado para levá-la para a escola, então guardou as fotos bem rápido na caixinha que ficava escondida no fundo da última gaveta da cômoda da mãe e correu para a sala.
Tia Felícia não era muito paciente com atrasos, na verdade não era paciente com coisa alguma, mas principalmente com atrasos.
Foi nessa hora que Sara pensou: "se fosse a Tia Felícia ao invés dela esperando pela mãe na praça, ela não se atrasaria tanto assim!".
Mas mesmo assim ela se atrasou mais um pouco, então Sara pensou em ir embora, quando se lembrou que não sabia para que lado ficava a sua casa. E mãe se atrasou mais um pouco. As crianças dos balanços foram embora, uma a uma, quando as mães as chamavam. E a mãe se atrasou mais um pouco. E o sol também foi indo, e Sara começou a sentir um pouco de frio, e um pouco de fome também, e desejou que a moça simpática do carrinho de bebê voltasse, talvez ela soubesse ir embora dali.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porque a vida é alienação.


O que o Raphael Tsavkko Garcia disse ontem no seu post "Protesto na Sé: Kassab, Alckmin Dilma e a política do 'Pau e Circo'" me fez lembrar de uma coisa:

Ela estava no computador vendo uns site de notícias quando me chamou e disse:
- Olha só! Que lindo esse lugar na Turquia, não é? Tem uns lagos suspensos!
Sem dúvida o lugar é muito bonito, mas eu comecei a reparar nas outras notícias da página, quando apontei e disse:
- Clica aqui, vamos ver o que esse site está falando sobre a Ação no Pinheirinho.
Ela não clicou na notícia, apenas me perguntou, sem tirar os olhos da tela:
- O que foi que aconteceu nesse lugar que eu vi que tem várias notícias sobre lá.
- É um processo de reintegração de posse. Mas eles usaram violência até com mulheres e crianças pelo que vi. Mas eu queria ler mais visões.
- Entendo... Mas o lugar era das pessoas que estavam morando lá?
- Não.
- Então eles tinham mesmo que tirar!
- Mas a questão não é só essa, é a violência exagerada, como na Cracolândia, por exemplo!
Então ela me olhou com aquela cara que eu conheço muito bem, e quando eu achei que ela ia dizer mais uma vez: "Pare de tentar saber mais que eu, eu sou mais velha e sei mais da vida. Você tem ideias que nunca vão ser verdade.". Ela simplesmente olhou para a tela do computador de novo e disse:
- Ah! O prédio caiu...
E clicou na notícia sobre o prédio. E eu, perplexa como sempre fico depois de alguma conversa com ela, saí do quarto e fui tentar pensar em outra coisa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Confesso que esta montagem me fez ficar pensando por muito tempo. E depois de passar tanta coisa pela minha cabeça, coisas que eu queria dizer para alguém, ou simplesmente escrever aqui, eu me decidi por apenas uma:
"Como uma religião que tem como exemplo um homem que andava descalço, com roupas velhas, no meio do povo, completamente livre de bens materiais, pode chegar a esse ponto sem se importar?"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu não entendo!


Eu definitivamente não entendo!
Estávamos sentados todos na garagem, que também é uma espécie de varanda, quando alguns carros passaram tocando funk num volume bem alto. Foi quando alguém disse:
- Nossa! Eu não suporto esse tipo de música, é horrível! A batida de todas elas é igual e a letra é deplorável.
Passado alguns minutos em que continuamos conversando sobre vários assuntos, mas não sobre o funk e o comentário que ele causou, alguém pegou o violão e começou a tocar. Como a maioria dos que estavam lá gosta de música sertaneja, este foi o ritmo escolhido. Após algumas músicas, começam a cantar esta:


Eu vou zuar e beber
Vou locar uma van

E levar a mulherada

Lá pro meu apê
Que é pra gente beber

E depois paragada parara parara
E depois paragada parara parara

Hoje tem farra
Vou fazer um movimento
Lá no meu apartamento
Entrou, gostou, gamou quer mais
Já preparei abasteci a geladeira
Tá lotada de cerveja o ruído vai ser bom demais
O prédio vai balançar quando a galera dançar
E a cachaça subir fazer zum zum

Não tem hora pra parar
O cheiro de amor no ar

Vai todo mundo pirar e ficar nu
Todo mundo nu


Eu não coloquei a letra toda porque fica só repetindo a mesma coisa. Bem, esta música é bastante conhecida, pelo menos aqui na região. Agora me digam, o que esta letra tem de diferente do tão odiado funk? Não estou defendendo ou sendo contrária a nenhum estilo musical ou coisa do tipo, até porque eu acho que todo tipo de música é válida. Música é música! E existem pessoas que gostam de todo o tipo dela.
O que eu estou dizendo é que tem gente que só odeia ou diz odiar alguma coisa porque está na moda, ou a maioria das pessoas odeia ou diz odiar. E, do mesmo modo, muita gente gosta ou diz gostar de alguma coisa pelo mesmo motivo.
Às vezes eu tenho vontade de perguntar: "vocês estão se ouvindo? Percebem que estão dizendo amar e odiar duas coisas que são praticamente iguais?"
Porque é isso que acontece! Eu vejo um monte de gente que só está preocupada com as aparências, e já nem tem mais opinião de verdade! As pessoas já nem sabem mais do que realmente gostam!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tenho tanta coisa para falar...


... e uma preguiça tão grande me consumindo!
Isto com certeza não é uma coisa boa, portanto vou tratar de combatê-la!
Acho que primeiro devo uma explicação a todos vocês do porquê do meu sumiço, que não foi pura preguiça.
Desde a última vez que escrevi até o dia 10/12/11 eu estava me matando para estudar em uma semana tudo o que eu não estudei o ano todo e poder, assim, passar nos Exames Finais. Na semana seguinte (até o dia 17/12/11) eu estava tensa esperando os resultados que demoraram para sair. Se alguém ficou curioso, eu passe em tudo!
Do dia 18 ao dia 23/12/11 foi pura vagabundagem mesmo! Eu resolvi aproveitar um pouco as férias e fazer absolutamente nada. Fiquei de bobeira, lendo, vendo TV, saindo com o Alex, enfim...
no dia 24 eu viajei, fui para Stª Bárbara D'Oeste, fiquei lá até o dia 26, quando fui para Baurú e voltei no dia 27. Aí vieram mais dois dias de preparação para o fim do ano, um tal de vou ou não vou para Campinas, e acabei não indo. Passei o Ano Novo aqui em Andirá mesmo, vendo a queima de fogos na praça, tomando chuva...
E cá estou eu depois de um mês de férias do blog, volto a escrever para vocês! Na verdade para mim...

Feliz Natal e Feliz Ano Novo atrasados para vocês.