terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"And when I touch you I feel happy inside...


...It's such a feeling that my love"
                                Lennon-McCartney

E eu fico tentando encontrar maneiras de dizer, de um jeito diferente de todos os que eu já falei, mas não acho nada! Eu tento te impressionar, parecer melhor e fazer você gostar mais de mim. Então paro e chego a conclusão de que não preciso de nada disso, você já gosta de mim na medida certa, me completa e me faz querer continuar assim para sempre. Te amo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

-Você não quer brincar?


-Hum... Não, estou esperando a minha mãe.
-E onde ela foi?
-Ela disse que já voltava, falou para eu esperar aqui.
-Tá bom, então.
E a moça simpática saiu pela praça, empurrando seu carrinho de bebê. Sara queria se lembrar de como era quando a mãe a empurrava no carrinho de bebê, mas não era um carrinho tão bonito quanto aquele, ela sabia porque havia visto no álbum de fotos uma vez uma foto de uma garotinha que se parecia muito com ela, só que bem menor, ela estava deitada num carrinho de bebê branco e meio sem graça, Sara imaginou que fosse ela há muito tempo, pois do lado do carrinho estava a mãe dela, mas também estava muito diferente. Mais gorda, mas imaginou que fosse porque tinha um bebê. Uma vez a Tia Felícia disse para uma amiga dela, que vivia indo na sua casa:
-A Ana tá enorme de tão gorda, mas também, tem um bebê!
E desde então Sara sabe que mulheres que tem bebês são gordas, mas ainda não conseguiu ver uma relação nisso. Mas não era só isso que diferenciava a mãe que aparecia na foto da mãe que a deixara na praça esperando. Havia uma coisa bem maior: a mãe da foto sorria. E não trazia entre os dedos um cigarro aceso, como era de costume. Sara teve a impressão que talvez o motivo do sorriso bonito de sua mãe fosse o homem que estava do outro lado do carrinho, que olhava para ela de um jeito bonito, e também sorria.
Sara não se lembrava de mais detalhes da foto, tampouco vira outras, porque havia ouvido o costumeiro ranger da porta, sinal de que a Tia Felícia havia chegado para levá-la para a escola, então guardou as fotos bem rápido na caixinha que ficava escondida no fundo da última gaveta da cômoda da mãe e correu para a sala.
Tia Felícia não era muito paciente com atrasos, na verdade não era paciente com coisa alguma, mas principalmente com atrasos.
Foi nessa hora que Sara pensou: "se fosse a Tia Felícia ao invés dela esperando pela mãe na praça, ela não se atrasaria tanto assim!".
Mas mesmo assim ela se atrasou mais um pouco, então Sara pensou em ir embora, quando se lembrou que não sabia para que lado ficava a sua casa. E mãe se atrasou mais um pouco. As crianças dos balanços foram embora, uma a uma, quando as mães as chamavam. E a mãe se atrasou mais um pouco. E o sol também foi indo, e Sara começou a sentir um pouco de frio, e um pouco de fome também, e desejou que a moça simpática do carrinho de bebê voltasse, talvez ela soubesse ir embora dali.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porque a vida é alienação.


O que o Raphael Tsavkko Garcia disse ontem no seu post "Protesto na Sé: Kassab, Alckmin Dilma e a política do 'Pau e Circo'" me fez lembrar de uma coisa:

Ela estava no computador vendo uns site de notícias quando me chamou e disse:
- Olha só! Que lindo esse lugar na Turquia, não é? Tem uns lagos suspensos!
Sem dúvida o lugar é muito bonito, mas eu comecei a reparar nas outras notícias da página, quando apontei e disse:
- Clica aqui, vamos ver o que esse site está falando sobre a Ação no Pinheirinho.
Ela não clicou na notícia, apenas me perguntou, sem tirar os olhos da tela:
- O que foi que aconteceu nesse lugar que eu vi que tem várias notícias sobre lá.
- É um processo de reintegração de posse. Mas eles usaram violência até com mulheres e crianças pelo que vi. Mas eu queria ler mais visões.
- Entendo... Mas o lugar era das pessoas que estavam morando lá?
- Não.
- Então eles tinham mesmo que tirar!
- Mas a questão não é só essa, é a violência exagerada, como na Cracolândia, por exemplo!
Então ela me olhou com aquela cara que eu conheço muito bem, e quando eu achei que ela ia dizer mais uma vez: "Pare de tentar saber mais que eu, eu sou mais velha e sei mais da vida. Você tem ideias que nunca vão ser verdade.". Ela simplesmente olhou para a tela do computador de novo e disse:
- Ah! O prédio caiu...
E clicou na notícia sobre o prédio. E eu, perplexa como sempre fico depois de alguma conversa com ela, saí do quarto e fui tentar pensar em outra coisa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Confesso que esta montagem me fez ficar pensando por muito tempo. E depois de passar tanta coisa pela minha cabeça, coisas que eu queria dizer para alguém, ou simplesmente escrever aqui, eu me decidi por apenas uma:
"Como uma religião que tem como exemplo um homem que andava descalço, com roupas velhas, no meio do povo, completamente livre de bens materiais, pode chegar a esse ponto sem se importar?"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu não entendo!


Eu definitivamente não entendo!
Estávamos sentados todos na garagem, que também é uma espécie de varanda, quando alguns carros passaram tocando funk num volume bem alto. Foi quando alguém disse:
- Nossa! Eu não suporto esse tipo de música, é horrível! A batida de todas elas é igual e a letra é deplorável.
Passado alguns minutos em que continuamos conversando sobre vários assuntos, mas não sobre o funk e o comentário que ele causou, alguém pegou o violão e começou a tocar. Como a maioria dos que estavam lá gosta de música sertaneja, este foi o ritmo escolhido. Após algumas músicas, começam a cantar esta:


Eu vou zuar e beber
Vou locar uma van

E levar a mulherada

Lá pro meu apê
Que é pra gente beber

E depois paragada parara parara
E depois paragada parara parara

Hoje tem farra
Vou fazer um movimento
Lá no meu apartamento
Entrou, gostou, gamou quer mais
Já preparei abasteci a geladeira
Tá lotada de cerveja o ruído vai ser bom demais
O prédio vai balançar quando a galera dançar
E a cachaça subir fazer zum zum

Não tem hora pra parar
O cheiro de amor no ar

Vai todo mundo pirar e ficar nu
Todo mundo nu


Eu não coloquei a letra toda porque fica só repetindo a mesma coisa. Bem, esta música é bastante conhecida, pelo menos aqui na região. Agora me digam, o que esta letra tem de diferente do tão odiado funk? Não estou defendendo ou sendo contrária a nenhum estilo musical ou coisa do tipo, até porque eu acho que todo tipo de música é válida. Música é música! E existem pessoas que gostam de todo o tipo dela.
O que eu estou dizendo é que tem gente que só odeia ou diz odiar alguma coisa porque está na moda, ou a maioria das pessoas odeia ou diz odiar. E, do mesmo modo, muita gente gosta ou diz gostar de alguma coisa pelo mesmo motivo.
Às vezes eu tenho vontade de perguntar: "vocês estão se ouvindo? Percebem que estão dizendo amar e odiar duas coisas que são praticamente iguais?"
Porque é isso que acontece! Eu vejo um monte de gente que só está preocupada com as aparências, e já nem tem mais opinião de verdade! As pessoas já nem sabem mais do que realmente gostam!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tenho tanta coisa para falar...


... e uma preguiça tão grande me consumindo!
Isto com certeza não é uma coisa boa, portanto vou tratar de combatê-la!
Acho que primeiro devo uma explicação a todos vocês do porquê do meu sumiço, que não foi pura preguiça.
Desde a última vez que escrevi até o dia 10/12/11 eu estava me matando para estudar em uma semana tudo o que eu não estudei o ano todo e poder, assim, passar nos Exames Finais. Na semana seguinte (até o dia 17/12/11) eu estava tensa esperando os resultados que demoraram para sair. Se alguém ficou curioso, eu passe em tudo!
Do dia 18 ao dia 23/12/11 foi pura vagabundagem mesmo! Eu resolvi aproveitar um pouco as férias e fazer absolutamente nada. Fiquei de bobeira, lendo, vendo TV, saindo com o Alex, enfim...
no dia 24 eu viajei, fui para Stª Bárbara D'Oeste, fiquei lá até o dia 26, quando fui para Baurú e voltei no dia 27. Aí vieram mais dois dias de preparação para o fim do ano, um tal de vou ou não vou para Campinas, e acabei não indo. Passei o Ano Novo aqui em Andirá mesmo, vendo a queima de fogos na praça, tomando chuva...
E cá estou eu depois de um mês de férias do blog, volto a escrever para vocês! Na verdade para mim...

Feliz Natal e Feliz Ano Novo atrasados para vocês.