quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Resposta

Em resposta ao post "Igualdade ou burrice?", do blog Minha forma de expressão.

Sempre fui contra qualquer tipo de sexismo, e acho que o feminismo exagerado é realmente um saco. Mas, cá entre nós, isso tudo tem a ver com muito mais do que simplesmente a "tão sonhada igualdade", tem a ver com como você quer ser, independente dos outros! Se depilar por questão de higiene e para se sentir bem, mas não porque todo mundo faz isso e sim porque você quer. E se não quiser não faça! Ninguém tem nada a ver com isso, só você mesma. Olhares, dedos apontados e comentários maldosos é que dão nojo, e não alguns pelos a mais.


Isso para não falar do que é o "mais", quem definiu o que é o "normal"? Desde quando? E quem disse que todo mundo tem que ser igual, que toda mulher tem que ter nojo dessas fotos e todo homem tem que achar broxante? 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

E com vocês, a alegria do circo!


Ah! Ontem eu fui ao circo!
E não em importo o quanto paguei nas entradas,
o quanto esperei na arquibancada,
ou se me decepcionei em algumas partes.
Circo é circo.
E ontem eu fui ao circo.
Ri, sorri, me assustei, me impressionei com coisas que para muita gente são pura besteira.
E me diverti demais!
Porque circo é circo.
E ontem eu fui em um.



P.S.: É óbvio que a companhia também colabora para o passeio ficar divertido!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estava tudo diferente agora.


Já que aos poucos o sol e as demais pessoas da praça se foram. Sara começou a ficar realmente preocupada, só uma coisa explicava o sumiço da mãe: ela havia se perdido.
É claro que só poderia ser isto. Sara sabia que, apesar da mãe constantemente brigar com ela, e comentar com as outras pessoas que a garota era, como ela dizia:
- Um estorvo na minha vida! Não posso sair a noite porque tenho que cuidar dela, não posso trazer meus amigos aqui porque a tal da Assistente Social já vem se metendo na minha vida, dizendo que eu não sou um bom exemplo para a minha filha! Ela que se ferre, a filha é minha e eu sei o que eu faço!
Mas Sara sabia que era da boca para fora, afinal, toda mãe ama muito seus filhos, foi o que a professora dissera quando se aproximava o Dia das Mães, ela disse que mesmo que não demonstrem, as mães sempre amam seus filhos, porque são um pedaço delas. Sara achou aquilo particularmente bonito, e depois passou a imaginar que pedaço a mãe teria tirado de si mesma para fazê-la e chegou à conclusão de que fora a ponta da orelha, porque ela sabia muito bem que a mão não tinha um pedacinho da orelha, onde as pessoas normalmente colocam brincos.
Mas se a mãe tivesse se perdido, e não encontrasse o caminho de volta a praça onde Sara a esperava, a menina precisava fazer alguma coisa! Precisa procurar a mãe. Foi quando ela viu que não estava sozinha na praça, como imaginara. Um homem vinha andando em sua direção, embora parecesse não ter visto a garota. Sara logo de cara percebeu o que ele era, devido a roupa que usava: era um policial.
Sara então se levantou e cautelosamente caminhou em direção ao homem, se lembrando muito bem de seguir as instruções de Tia Brigite:
- Não se deve falar mais do que o necessário para um policial, nem olhar muito nos olhos deles! Ou eles descobrem o que tem na tua bolsa.
Mesmo Sara não estando carregando uma bolsa, como Tia Brigite sempre fazia, ela achou melhor não abusar, porque tinha um pouco de medo de policiais desde que vira um deles bater no Sr. Paulo, seu vizinho. Ela não sabia se ele havia feito algo de errado, mas nunca gostou muito de pessoas que batem, elas sempre lembravam a sua mãe.
- Com licença, Senhor!
- Oh! Está perdida, menininha?
- Não, eu sei onde estou. Só preciso saber onde minha mãe está!
Foi quando o policial deu uma gargalhada. Sara não gostou da atitude dele, não havia feito piada alguma.
- Bem, quando viu tua mãe pela última vez?
- Quando ela me deixou aqui e me pediu para esperar. Mas como ela está demorando muito resolvi pedir a ajuda de um policial.
Outra gargalhada. Aquilo já estava a irritando.
-Eu não sou policial, sou só o guarda da praça. Mas, já faz quando tempo que a tua mãe saiu?
Sara nunca soube lidar com o tempo, aprender as horas seria a próxima lição da escola. Ela só sabia que o dia começava quando ficava claro, e terminava quando ficava escuro, que era quando começava a noite. E que um dia depois do outro formavam as semanas e os meses e os anos.
- Ainda estava de dia.
- Então já fazem 3 horas! É melhor eu te levar até um policial, mesmo. Venha comigo.
Então ele sorriu, foi um sorriso simpático até para um policial. O homem alto, negro e de barba levemente grisalha estendeu a mão para Sara que a segurou, e eles foram caminhando em silêncio.

P.S.: Primeira parte aqui.