sexta-feira, 15 de junho de 2012

Estou vendo.


Estou vendo o dia em que pessoas dirão: "errados estão os que defendem os direitos de um bebê, como se ele fosse uma pessoa!". Estou exagerando? Pois acho que não, vi hoje um comentário que não fica muito longe, ele dizia: "é um absurdo quererem criar leis que dão direitos a um feto, como se ele fosse uma pessoa." Ah! Ele não é uma pessoa? Então o que ele é? Só uma parte de dois irresponsáveis que se acham melhores que uma criança e por isso no direito de matá-la. Que acham que mais vale "não estragar" suas vidas acabando com a de outra pessoa. Parece exagerado falando assim? Parece cruel para as crianças as quais vocês preferem que morram a irem para adoção ou sofrerem nas mão de famílias que não as querem? Eu realmente não acho melhor estas outras duas realidades, mas também não acredito que seja desculpa para matar. A solução talvez seja difícil de encontrar, mas existem saídas, como facilitar a adoção, inclusive para casais homossexuais, por que não? O que eu não acho certo é ver frases como a que vi hoje mais cedo ou uma que vejo em diversos lugares: "meu corpo, minhas regras.". OK. Mas até onde vai e o teu corpo e onde começa o de outra pessoa? Até onde as tuas regras valem?

2 comentários:

PeDrAuM disse...

Não abre a boca humano
Para falar do direito
Daquele cujo coração
Já bate

Pois a ti não foste negado
O direito de viver
Sujar-se inteiro de barro
Nem de ralar os joelhos no chão.

E se vais levantar a mão
Repousada em teu bolso
Que sejam as duas
E possa ambas usar
Para ajudar aquele
Que em outra situação
Poderia ser vós
Pessoa viva e que deve viver!


Abraço Fleur! Bom texto!
=)

Jéssica Marques disse...

Isso me lembrou algo que, se não me engano, foi Saviani quem disse, que quem não dá valor a Educação, é porque já desfrutou dela.

Neste caso, quem dá valor já nasceu!