sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jactância vazia


Perdido na ganancia do seu nada. Me são horríssonas suas palavras. É evidente que lhe escorrem pelas faces aquilo que lhe destrói sem que se perceba. Tanto o que entra quando o que sai da boca são sua ruína. O dinheiro não lhe satisfaz. O prazer não lhe satisfaz. Está vazio de si e do mundo. Como um Gray que destrói sem perceber. As aparências não mostram tudo. E o seu retrato, escondido a sete chaves pode nunca ser encontrado, mas existe.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vou


Deixar de lado o que me deixa triste e ouvir o som do mundo. Vou! Sorrir para quem me olhar e achar isso bobo. Vou! Sentir que o vento muda de lugar a vida nem que seja por um dia. Vou! Fingir que tudo é tão normal e tão incrivelmente diferente em cada detalhe. Vou! Olhar para qualquer lugar menos para frente ao caminhar. Vou! Esquecer que um dia já me senti mal seja pelo que for. Vou! Perceber que meus problemas não se resolvem sozinhos e que reclamar não ajuda em nada. Vou! Ser feliz pelo tempo que eu puder, até conseguir transformar meu mundo pessoal na realidade do que há.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Não quero ficar em silêncio.


Eu sinto falta de falar, sinto falta de me expressar. Eu acho até que as pessoas esperam que eu fale. O meu silêncio as surpreende... e também a mim. Já ouvi dizer que sou indecisa. Acho que sou. Principalmente com os detalhes. E no momento o que me deixa aflita é o dizer ou não. Me manifestar ou não? Às vezes o silêncio também é uma forma de expressão. Mas é tão difícil saber quando. Principalmente quando isso significa nadar contra a maré para defender sua opinião. Me lembro de momentos em que me calar teria sido bom, mas não foi o que fiz. E isso me faz pensar se não seria este um desses momentos. É... às vezes o silêncio também é uma forma de expressão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Em um segundo...

... estava vivo. E depois não mais. Eu não sei dizer como foi. Não me lembro do que senti. Não no ato. Me lembro do que sentia antes. Quando ainda vivia. Não sei porque sentia tanta raiva. É complicado tentar lembrar de coisas tão distantes. Só sei que o sentimento me invadiu e quando percebi tinha sangue nas mãos. Não havia mais vida a minha frente. Não pensei. Não corri. Não chorei ou me desesperei. Apenas vi.