sexta-feira, 5 de abril de 2013

É como quando se tem algo para dizer.

Mas não encontra palavras boas o suficiente para isso. Então você fica ali, olhando para o outro enquanto ele te olha. E você pode sentir as palavras ocupando espaço no fundo da garganta, só que elas não saem porque, na verdade, você sabe que, apesar de elas ocuparem um espaço danado, não estão prontas para sair. E é nesse momento que você se pergunta se o outro também tem palavras crescendo no fundo da garganta e, se sim, se as cultiva para dizer num futuro próximo, ou se as tentar engolir forçadamente. Você espera secretamente que ele pense como você, mas não pode ter certeza disso. Talvez ele veja o esforço que você está fazendo para não deixar as palavras escaparem antes da hora, ou talvez não seja tão como pensa. E, para tentar tornar mais simples o que, de tão simples, é complicado, você sorri, para que ele sorria de volta e coloque um ponto final nesse momento. 

Ponto final para esse momento não é ponto final para a minha história inteira, mas também não é uma vírgula já que esta indica um breve espaço de tempo. Eu diria que é, com relação ao todo, um ponto e vírgula, um belo meio-termo.

e fim por hoje;

3 comentários:

Pedro Henrique disse...

Conheço pelo menos 1000 bons poemas, exagero a parte, que não valem a sinceridade de um sorriso verdadeiro, acho isso pelo menos... ou é bobagem minha...

=D

รяª Nathalia disse...

Ando desiludida kkk

Jéssica Marques disse...

E por quê?