sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bicicleta

Era cedo, por volta das 7 e eu descia aquela rua com minha velha bicicleta. O vento cortante ultrapassava as duas espessas blusas de lã. Era como se minha pele se esvaísse de mim a cada metro que eu descia. Já não sentia os dedos, era como se não tivessem pontas. Talvez elas tivesses caído alguns segundos atrás. Meus lábios ardiam e a constante pontada atrás das orelhas era quase insuportável.

E aquela descida parecia não ter fim!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tag: Entrevista Coletiva

Recebi essa tag da Juliana Caulo, do Cappuccino com Leitura. Vamos lá, então!

Regras:
 - Postar foto das 5 melhores capas da sua estante
 - Postar foto arco-íris
 - Responder a todas as perguntas da entrevista coletiva
 - Indicar outros 10 blogs com menos de 200 membros, pois o intuito da tag é fazer com que estes sejam mais vistos e promover a união dos blogs.

- 5 Melhores Capas da Minha Estante:


Como, segundo minha irmã, não tenho senso de beleza, pedi para que ela selecionasse suas capas favoritas.
- Foto Arco-Íris:
 Gostei muito dessa foto!
- Entrevista Coletiva:

1. Como escolheu o nome do blog?
Estava vendo TV quando começou a passar a abertura de Juanito Jones e eu resolvi que esse seria o nome do blog.

2. Quanto tempo se dedica ao blog?
O tempo que eu tenho, na verdade. O que não significa muito, considerando a faculdade, o trabalho e a vida, não é?

3. Já teve algum problema com comentários anônimos no blog? Qual?
Não. Anônimo, não.

4. Você se inspira em outro blog? Qual?
Acho que acabo me inspirando m tudo o que vejo e leio. É tanto que nem posso contar!

5. Quanto tempo está na blogosfera?
Esse foi meu primeiro blog e também o único que durou. Hoje ele completa quatro anos.

6. Quantos blogs visita por dia?
Normalmente, uns dois ou três, apenas. Mas, quando tenho mais tempo, leio mais.

7. Quantos livros lê por mês?
Depende do mês. No mês passado li só dois: A Outra Face - Sidney Sheldon O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams.

8. Livros curtos ou grandes?
Livros.

9. Já ficou sem inspiração pra postar? Como superou isso?
Acho que todo mundo já teve. Eu simplesmente deixo para depois e posto quando sentir vontade, não me cobro muito com o blog.

10. Pretende mudar algo no blog em 2013?
Mudei o layout esse ano, espero que tenha ficado bom!

10 blogs que indico:

1) Lost in Words;
2) Meu Cantinho;
3) Borderline Girl;
4) Entre Irmãs;
5) Oásis;
6) Pedro de Amolar;
7) Tão Bom Morrer de Amor e Continuar Vivendo!;
8) No Mundo dos Livros;
9) Minimínimos;
10) Penso Logo Existo.

Resenha - O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón


Título original: El príncipe de la niebla
Título nacional: O Príncipe da Névoa
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Páginas: 184
Sinopse: O novo lar dos Carver está rodeado de mistério. Nele ainda se respira o espírito de Jacob, o filho dos antigos proprietários, que morreu afogado. Las estranhas circunstancias dessa morte só começam a se explicar com a aparição de um diabólico personagem: o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo a uma pessoa a um alto preço…

Como já era de se esperar, no livro - que é o primeiro do Zafón - é possível ver o quanto este amadureceu sua escrita. O Príncipe da Névoa, que por si só é muito bom, porém com alguns clichês não tão comuns ao autor, é um começo dos mais dignos para uma carreira que só pode ser brilhante!

Quanto mais leio, mais quero ler de Zafón. Apesar dos começo e meio não terem me surpreendido tanto, me vi presa àquela leitura, mais fácil que a do Cemitério dos Livros Esquecidos, até o final surpreendentemente emocionante.

O livro conta a estória de Max, um garoto de 13 anos que se muda com sua família - com o pretexto de fugir dos conflitos da guerra que invadiam os grandes centros - para uma cidadela no litoral.

Lá conhece Roland, que lhe apresenta, e também a sua irmã Alicia, os segredos e mistérios do local.


Porém, o que eles imaginavam ser apenas uma lenda, é algo muito maior e envolve, inclusive, a casa onde estes agora vivem.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nexo não tem

Ei!
Você falou para mim.
Você me disse assim: Pare! Não aguento mais...
Oh! Oh! Oh!

Ei, meu bem!
Você diz para mim, mas eu não sou assim,
eu não sei falar, só sei
Ah! Ah!

Meu bem, trás aqui para mim,
diz que eu sou assim,
como quer dizer quando faz...
Oh!

Meu coração não sabe se é verdade
se é triste
se é tarde
se é louco e um pouco meu.

Você tão mais que eu.
Só sei cantar, meu bem
não sei falar!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Resenha - O Prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón


Título original: El prisionero del cielo
Título nacional: O Prisioneiro do Céu
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Páginas: 248
Sinopse: Daniel Sempere já é um homem casado e pai de um filho, recebe a visita de um misterioso homem que procura por Fermín Romero de Torres. Então será quando descobrirá a dura historia de seu amigo e o quanto unidos estão um do outro.







É incrível como o Zafón ainda consegue me impressionar! Esse é o quarto livro de leio do autor, além da coleção "O Cemitério dos Livros Esquecidos", li também "Marina".

Conheci seu trabalho por acaso, enquanto vasculhava pela biblioteca e me apaixonei de cara. Ele tem uma linguagem única, o modo como consegue descrever cada detalhe de cada local ou pessoa é diferente de tudo o que já li.

Em "O Prisioneiro do Céu", o último livro lançado da coleção, podemos compreender muito do que acontece nos livros anteriores. Zafón nos dá diversas respostas e faz muitas revelações acerca do passado das personagens, coisas que sequer pude imaginar.

Leitura recomendadíssima para quem adora devorar o misto de suspense, drama, romance e terror, ambientado no clima inebriante Barcelonês de um dos meus autores favoritos.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Eram três.

Texto retirado do diário de Alice S. (10 de julho de 1998)
Eu os vi. Vi seus pés. Passaram lentamente. Um por vez.

Eram aproximadamente 6 da manhã e eu sentia que não dormira durante toda a noite. Quem me visse naquele estado não poderia imaginar tudo o que tinha passado. De toda a produção da noite passada só me restou um vestido branco, com que cubro meu corpo e feridas.

De tudo tenho apenas lapsos. Uma festa, muita bebida, algo diferente, "experimente". Um quarto, mãos, eu presa em uma cadeira, dor. Tenho diversos lapsos de dor e um misto de sensações que não sou capaz de identificar, mas meus olhos já não viam mais nada. Vozes. E então acordei, com medo de me mexer. Estava deitada no chão, debaixo de uma chuva fina e insistente. Acho que não deveria tê-los visto, mas os vi. Dois homens, uma mulher. Não vi seus rostos, mas vi seus pés.

Mais de uma hora se passou até que eu começasse a sentir novamente. Senti minhas pernas, que formigavam. Senti o frio e a chuva. Aos poucos, me levantei e senti dor. Todo meu corpo doía. Minha boca sangrava um pouco e conservei nela o gosto metálico. Em meu vestido, marcas que diziam mais do que eu saberia informar.

Andei por três quarteirões até chegar a um lugar conhecido. Me dirigi a um dos telefones públicos que sobreviveram a modernidade, foram poucos. Identifiquei no chão o telefone de um taxista, estrategicamente posicionado para tirar proveito dos desesperados. Disquei. Informei onde me encontrava. Esperei.

Tomara que eu tenha dinheiro em casa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Saudade de escrever

Há tempos me pergunto diariamente sobre o que escrever e nada me vem a cabeça. São crises, no mínimo, comuns, talvez. Não acredito que esteja tudo tão mal ou tão bem ao ponto de nada mais ter importância. Sou só eu, mais uma vez, dando uma pausa aos meus pensamentos para que estes se acertem.

Foram dias tão agradáveis! Ver filmes, comentá-los. Conversar até os olhos não terem mais forças para se manterem abertos e acordar, no meio da madrugada, tentando continuar a conversa que acreditava estar tendo segundos atrás.

Rir. Olhar o céu. Sentir os nós dos dedos doerem e não soltar o calor confortável daquelas mãos. Sou tão egoísta. Tento transbordar a felicidade desses meus dias. Afetar o máximo possível do que há ao meu redor e me esqueço, por vezes, de tudo o que há.

Mas esquecer não é bom, também?

a gente só se lembra do que nunca aconteceu - Carlos Ruiz Zafón em Marina