domingo, 27 de novembro de 2016

O que eu quero.

Eu quero a beleza de sentir que nada mais importa. Quero a leveza de não ter horário ou compromisso. Quero o detalhe, o toque, o roçar. Quero o instante que leva horas. Quero você!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"A bolsa amarela tava vazia à beça.

... Tão leve. E eu também, gozado, eu também estava me sentindo um bocado leve."
(A bolsa amarela - Lygia Bojunga)

Este é o último parágrafo do meu livro favorito no mundo inteiro. Ultimamente eu tenho me sentido assim: leve. E com vontade de escrever... Acho que perdi completamente o jeito ou então esse tal de jeito nunca esteve em mim. Quero dizer, escrever e reescrever conforme antes fazia mas não me chegam palavras que me agradem. É só essa vontade de gritar para o mundo: me sinto infinita e profundamente bem! 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Cem rostos


Eu vejo cem rostos. Vejo cem pares de olhos. Cem pares desse misto confuso de inocência e sabedoria. Cem pares de medo, de confusão e de querença. E cem formas diferentes de tentar disfarçar tudo isso. Podem até pensar que não, mas eu vejo. Eu vejo todos os duzentos me olhando de volta. Eu percebo as inquirições não proferidas e me certifico de tentar não interferir no andar de tudo. Muitos não sabem o quão árduo é o trabalho de tentar fazer parecer leve algo tão denso. Crescer é contraditório.