Chego em casa.
Está tudo tão normal, igual. A cor acinzentada a qual já me acostumei. A luz cálida que entra pela porta aberta vai perdendo a intensidade enquanto subo os três lances de escada anti derrapante. Subindo observo a porta do apartamento 13. Ela me intriga. Passo por ela como sempre, fingindo não dar importância. Mas agora é diferente. Quando já estava eu a subir pelo meu terceiro e último lance de escada, ouço os passos de alguém que sobe apressadamente. Disfarço, pois quero saber quem é. Me parece tudo tão enfadonho que anseio por uma novidade qualquer. É uma freira. Rápida e apressadamente ela destranca a porta 13 e entra, deixando-a aberta atrás de si. Sinto a curiosidade a me consumir, talvez eu possa fingir que estava apenas fechando a porta para ela e finalmente ver alguns centímetros do tal lugar. Eu já havia visto uma senhora entrar e sair algumas vezes, imaginava ser alguma solteirona morando sozinha. Mas a presença da freira, com a chave da porta, me deixou apreensiva. Voltei d...