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Assim começa mais um dia.

Era ainda muito cedo, a neblina nem se dissipara por completo, os primeiros raios de sol ameaçavam aparecer. E eu, recostada em uma parede, em um dos poucos lugares do local onde o sol era levemente mais intenso. Eu tremia de frio, mesmo estando com três blusas nada pequenas e um par de meias que me cobriam até as coxas. Eu sentia o silêncio, ainda que ouvisse um murmurar de vozes que conversavam ao longe, o assunto deveria ser interessante, já que não cessavam de falar, mas eu pouco me importava, qualquer fútil assunto não me era interessante naquele momento. Eu havia me fartado de assuntos fúteis, de gente fútil, da vida fútil. Mas não queria me fartar do mundo, e talvez de sua futileza . Este poderia ser só mais um dia daqueles em que você acorda mal-humorada, ou talvez fosse uma TPM ligeiramente adiantada, ou até mesmo vestígios da semi -briga que tive com o Alex ontem, mas eu preferia pensar que fora por minha mãe ter conseguido me irritar pela manhã, me culpando de coisas que...
O sol que nasce e morre Todo dia sem parar Devagar o dia corre Demorando acabar Com um céu azul turquesa E uma grama bem verdinha Esbanjando sua beleza Em uma tarde simplezinha Mas logo acaba o dia quente E a noite é muito fria A lua linda é um presente De uma noite tão vazia Então chega o amanhecer E a minha vida se aquece Procurando entender Como tudo acontece Jamille Marques

Abelhinha (esquete teatral)

Elenco: · Ana Paula · Lílian · Jamille Marques * As personagens tem os nomes de seus respectivos atores. --//-- Jamille está no palco. Ana entra. Elas se cumprimentam. JAMILLE: E aí? Quer ficar rica? ANA: Todo mundo quer, né? Mas como? JAMILLE: Com a abelhinha, ué? ANA: Mas não é difícil? JAMILLE: Que nada! É bem simples, é só você fechar os olhos e falar assim: “abelhinha, abelhinha, bota mel na minha boquinha”, e abrir a boca para ela colocar o mel. ANA: Só isso? Então vou fazer – fecha os olhos – Abelhinha, abelhinha bota mel na minha boquinha – abre a boca. Quando Ana fecha os olhos, Jamille enche a boca com a água de uma garrafa que já estava em um canto do palco desde o começo. Quando Ana termina sua fala, Jamille joga água em Ana que sai furiosa. Jamille ri. Lílian entra. JAMILLE: Agora vou pegar outra trouxa! LÍLIAN: O que aconteceu com a Ana? JAMILLE: Ela quis ficar rica, mas primeiro teve que tomar um banho. LÍLIAN:...

Continue a história

- Ei , Kouraj ! Vamos logo, ou o rio ficará maia agitado do que já está. -Já estou indo, Haraka . Estava só procurando este remo. -Para quê? Aqui já tem dois, o que é mais do que necessário para chegar ao outro lado. -Eu sei , mas não custa se precaver. -Ah! Tudo bem, mas venha depressa, entre! Entraram ambos no pequeno igarité e remando seguiram pelo Amazonas que aos poucos, se atormentava mais e mais, conforme se avançava. Era mais uma chuva da tarde chegando, Haraka estava certo, era melhor que eles se apressassem, aquela nem de longe seria como as anteriores. -Olhe, Kouraj ! Cuidado! Kouraj , olhando para trás só pôde ver um galho enorme de castanheira descendo velozmente pelo rio, galho este que bateu no igarité , acertando também em cheio a cabeça de Kouraj , que desmaiou de momento. Haraka , em desespero, só pôde sentir um grito escapar de sua garganta. O desespero lhe dominou por um momento, e ele sequer soube o quê fazer. Foi quando viu que, ao bater no igarité , o galho f...

Historinha

Era uma vez uma garota, que mesmo cercada de colegas não sentia poder dizer que tenha amigos. Ela tinha 15 anos e, resolvera que o melhor para si mesma agora seria dedicar-se somente aos estudos, esquecer de todo resto, abandonar a vida social. Um dia, surgiu, na aula de língua portuguesa, um trabalho sobre a história da cidade. Trabalho esse que deveria ser feito em grupos, formados por três pessoas, que morassem próximos uns aos outros. Como estes colegas dela moravam todos longe da garota ela não pode fazer com eles. E a ela couberam dois alunos com os quais nem falava: Ungas e Alex . Eles se sentavam do outro lado da sala, mas ela já havia comentado com umas das colegas sobre um deles. Fora uma citação rápida, mas de valor. "-- Ei ! Qual garoto da sala você acha mais bonito? --Ah! O Verlei até que é bonitinho... Eu gosto do Gud também. E o Alex também é bonito, não acha?" O que se seguiu já não importa, para ela não fora nem um pouco importante o comentário que Spogu...

Só mais um dia meu

Como eu já havia dito, vamos nos mudar e, hoje, fomos ver uma casa para comprarmos. Não é a primeira vez que meu pai vai vê-la, mas é a primeira vez que ele consegue ver. A primeira visita foi há umas duas semanas, eu fui ao foto e na volta passei na casa do Alex . Fiquei enrolando lá até umas 18:30 e quando cheguei em casa meus pais não estavam. Chegaram trazendo a notícia: o homem, que nem é dono da casa, mora lá de aluguel , não havia os deixado entrar. Não adiantou meu pai dizer que o dono tinha permitido, nem nada. Foram praticamente enxotados. Achei o cúmulo do cúmulo. Quanta ignorância! Bem, o dono dessa casa que eu digo está muito doente e, fazendo um tratamento médico caríssimo, precisa do dinheiro da venda da casa e, eu acho, que o inquilino deveria ter o mínimo de compreensão. Todos que vivem em casa de aluguem sabem que, uma hora ou outra, o dono poderá pedi-la e ele deverá entregar. Hoje, antes de ir até a casa, meu pai falou com o dono desta, que pediu que o inquilino o t...

É a Alice Certa!

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Eu ouvi várias opiniões sobre o filme antes de assisti-lo e, confesso, fiquei com o pé atrás, pensando se valeria a pena... Mas, por fim acabei vendo e, sabem o que achei? SIMPLESMENTE O MÁXIMO! É lindo! O lugar é perfeito. A história, óptima . O contexto, que muitos criticaram não atrapalha a compreensão e nem prejudica o filme como todo. Jhonny Deep , como sempre, em uma interpretação magnífica e, bem, Tim Burton ... Ele é Tim Burton , nê ? Nem tem o que falar.