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Ai, que falta me fazem as tardes em que podia devorar um livro após o outro!

E aqui...

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...estou eu de novo, como quem nada mais tem a fazer. Setembro passou tão rápido que nem tive olhos para ver. Ainda me pergunto sobre as escolhas que faço, e me surpreendo com minhas respostas. Deixar. Deixar e estar. Ficar. Ir e vir. Parece que já foi tudo feito tantas vezes. E que o tempo passou tão rápido que eu queria poder pará-lo um pouco. Não. Não no agora. Do agora não quero mais do que já tenho. Quero mais dos dias que são só meus. Quero mais de você. Pode parecer minha culpa, e talvez seja por querer tanto de tudo, e eu sei, não entendo mas sei, que ainda vou ter. E por isso não paro. Vou e volto quanto for necessário. Te tenho e deixo sem deixar. E quero, quero e insisto no querer. Não me arrependo da gula e espero. Porque a calma ainda pode ser minha virtude. Assim que eu a recuperar.
Foi num momento de distração, eu sequer tinha percebido. Foi num olhar assim de lado, foi sem pensar, sem perceber. Eu fui chegando assim mais perto, e ele veio cá também. Não sei das intenções, nem das minhas, aliás. Só sei que aconteceu, que tanta coisa aconteceu. Sei de sorrisos, sei de mãos que se seguram. Sei de timidez. Sei de beijos e carinhos, sei de brigas desnecessárias. Se de reconciliações, de idas e vindas. Sei do tempo passando. Sei da vida mudando. Sei de tanta coisa! Sinto tanta coisa. Está tudo tão diferente e ao mesmo tempo tão igual. E como eu quero que fique igual! Como eu quero que o tempo não mude essa reciprocidade. Que não mudem as brincadeiras, que não mudem os sorrisos, que não mudem os carinhos, ou as mãos que se seguram. E mesmo que o dobro de tempo passe, ou mais do que isso, que você saiba o quanto é importante para mim. E que eu te amo muito Alex. 3 anos da gente!

Mudar.

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Dizem que é bom, mas quando mudamos acham estranho. É complexo isso. Depende do ponto de vista. Quando se olha de cima nem se nota. Quando se olha de baixo, quer voltar ao passado. Visto de longe parece normal, bom até, mas é de perto que é o problema. É impossível conhecer uma pessoa inteiramente. Você pode chegar bem perto disso. Mas nunca vai terminar. Por isso é impossível entender mudanças, nunca se sabe se a pessoa já era assim antes e só agora deixou transparecer. Talvez ela tenha se cansado de brincar de ser o que não é. Era bom no começo, mas faz falta  se expressar, faz falta pintar e se pintar. Não que fosse falsidade, estava mais para tentar ser o que se quer ser. Mas não faz sentido falar sobre isso. Não faz sentido definir coisas tão vagas assim como as mudanças.
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"Feliz Brasil, que não se preocupa com problemas, não pensa e apenas sonha em ser, num futuro muito próximo, 'o primeiro País do Mundo'..." - Jorge Amado (O país do Carnaval)

Não sei.

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Acho que de repente tudo ficou tão leve, tão fácil. Como se a vida toda eu tivesse complicado as coisas. É tudo simples, sempre foi. É só fechar os olhos e respirar. Respirar pode ser fácil se eu tentar sempre. Ainda escuto um ruído às vezes quando o faço, mas com o tempo pode ser que passe, se eu fizer o que precisa ser feito. Será que vou sentir saudade? Não sei. Espero que não. Mas saudade pode significar que se gosta; então espero que sim. Eu sei que posso passar mais que uma semana sem sentir tanta saudade só falando ao telefone e pela internet, mas é porque eu sei que ele está a poucos minutos de mim, logo ali do outro lado. É estranho como só de saber que a distância aumentou a saudade também aumenta, mesmo sabendo que não vai demorar tanto assim. Entretanto, continuo leve. Respirando devagar e com um pouco de ruído. Embora o teclado do meu computador também esteja barulhento: me sinto um datilógrafa aqui! Não acho que eu demore para me acostumar com as coisas novas, mas ai...
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"Quem mantém os dois pés no chão não sai do lugar" -  Tor Åge Bringsværd