Futuro. Uma palavra que ultimamente tem me dado arrepios. Sempre pensei nesse assunto como algo distante, uma coisa que iria demorar muito para chegar. Era como se minha vida fosse uma estrada em que eu caminhava muito lentamente, sem me preocupar para onde iria ou quanto tempo levaria para chegar. Hoje não vejo mais as coisas assim. Talvez eu tenha chegado há um ponto da estrada onde ela se divide e eu, tenho que escolher entre estes inúmeros caminhos mesmo só sabendo de uma coisa: nenhum deles terá volta. No começo ela se parecia com uma estrada comum, dessas em que a gente pode andar para frente ou para trás, embora eu nunca tivesse tentado voltar sabia, ou achava que sabia, que poderia fazê-lo quando quisesse. Agora não, ela se move abaixo de meus pés, como uma enxurrada que milésimos, centésimos de segundo e eu, a cada um deles me sinto mais próxima das escolhas, do fim, de novos começos, bons ou ruins. E eu não sei como vai ser. E isso me dá certo medo. Um pouco de angustia talvez. Só mantenho uma certeza: de que só depende de mim.
Não gosto de ir ao psicólogo. Sempre que vou passo dias pensando em coisas que não quero mais pensar. Tem sentimentos que eu quero esquecer dentro de mim. É ridículo o quanto eu sei como eu sou insignificante, mas esperam que eu goste de mim mesma. Acho que foi a gota d'água. Já fazem mais de 7 anos que não escrevo aqui. Talvez a minha vontade de escrever tenha crescido tanto que explodiu. Penso que a solução seja voltar. Talvez assim eu possa explicar como é difícil viver na minha cabeça.
Comentários
:)