Súbito abro os olhos. Não sei onde estou, mas é bom! Uma sensação de leveza me invade, é como se eu pudesse voar, mas isso é humanamente impossível! Bem, a não ser que eu não seja humano. Mas como é possível isso? E como vim parar aqui? O vento vem ao meu encontro, balançando a grama alta. Abro os braços. Fecho os olhos. Sinto o vento. Um cheiro bom me domina. Uma sensação de vida que nunca havia sentido. Eu sei que pode parecer loucura, mas mesmo assim eu o faço. Corro. Pulo. E já não tenho mais coragem de olhar para baixo. Tenho medo de acabar acordando. Estou extasiado. Agora realmente sou eu. Sou o que poucos conseguiram perceber. Levemente me destaco na multidão. Não quero ser perceptível a todos. Mas ainda assim estou aqui.
Não gosto de ir ao psicólogo. Sempre que vou passo dias pensando em coisas que não quero mais pensar. Tem sentimentos que eu quero esquecer dentro de mim. É ridículo o quanto eu sei como eu sou insignificante, mas esperam que eu goste de mim mesma. Acho que foi a gota d'água. Já fazem mais de 7 anos que não escrevo aqui. Talvez a minha vontade de escrever tenha crescido tanto que explodiu. Penso que a solução seja voltar. Talvez assim eu possa explicar como é difícil viver na minha cabeça.
Comentários
Sabe, esse texto me lembrou muuuuito a descrição de uma viajem astral!
Imagino que a sensação deve ser parecido com o que descreve.
Mas também traz a sensação de uma grande fluidez por parte do eu lírico...
Transmite leveza, liberdade ao leitor!
Mas, viajens a parte, adorei (:
http://lepetitkawai.blogspot.com/
Valeu, Desi. Na verdade, isso foi um sonho ;D