Ficar quieta e não desobedecer a pessoa adulta.
São 11:45 e Sara sai da escola. Estranha não ver, de cara, Tia Felícia que sempre a espera no portão, sombrinha aberta e posicionada sobre a cabeça para protegê-las do Sol.
- Sara! - Era Ana, uma vizinha do prédio. - Tua Tia me pediu para levá-la para casa hoje, tudo bem?
A garota apenas gesticulou positivamente e acompanhou a quase desconhecida, afinal já estava mais do que acostumada a ter que ficar com outras pessoas. Quando morava ainda com a mãe, esta vivia saindo à noite, às vezes durante o dia também, dizendo que ia trabalhar. Sara só tinha que ficar quieta e não desobedecer a pessoa adulta que iria ficar vendo TV na sala.
Chegando ao prédio, Dona Ana fez questão de subir com a menina até o andar onde esta vivia, mal sabia ela que Sara podia muito bem se virar sozinha, mas a garota nada disse, seguiu exatamente o protocolo de ser cuidada por estranhos: ficar quieta e obedecer.
Ao entrar no apartamento, percebeu logo que havia algo de estranho, diferente. Tia Felícia estava sentada no sofá, tão ereta quanto podia, no colo, um pires e uma xícara com café que esfriava. A forma como os dois e alvos sofás da pequena sala estavam dispostos, um de frente para o outro, não permitiu que a garota percebe-se instantaneamente quem era o homem para o qual a tia lançava olhares nervosos, intercalados pelos que se dirigiam a Sara.
Foi quando ele percebeu e se virou, sem se levantar ou se mexer muito, trazendo nos lábios o conhecido sorriso de malícia:
- Oi, filha!
Comentários
aguardando os próximos capítulos...
bjos,
eilan
borderline-girl.blogspot.com
Acabar o texto no clímax é sacanagem, sabia? Haha >=(
Aguardarei a continuação!
PedrodeAmolar