quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Está tudo tão confuso!

E cada música que eu ouço, cada poema que eu leio me lembram tantas coisas! Muito do que era recente agora me parece tão distante, assim como o que aconteceu há muito tempo me soa tão perto. Meus pensamentos me traem a cada segundo, meus sonhos me surpreendem como nunca! Eu não me lembro de já ter estado tão fora de mim, de conhecer tão pouco de minhas vontades, meus desejos e angústias. É estranho como tudo vira de ponta-cabeça de repente... E a gente vai tentando se equilibrar, mas não sabe se consegue. Ao mesmo tempo em que tudo parece tão natural e normal, me vêm sentimentos novos e angústias eternas. Acho que nunca vou saber me definir.

2 comentários:

Luis Eduardo Veloso Garcia disse...

Olá Jéssica, tudo bem? Sobre tentar se definir, acho q esse vai ser sempre o papel de quem escreve, e isso q é o mais encantador, pq ninguém nunca vai conseguir se definir - quem se define é mentiroso, a vida é muito mutável pra chegar as conclusões fechadas sobre si mesmo -, o escritor pelo menos tenta colocar um tantinho de ordem nesse caos chamado "eu", hahaha.

Me lembrei de uma poesia de um escritor polonês q fala sobre isso, nós nunca somos os mesmos, e a poesia sabe bem disso:

"A utilidade da poesia está em nos fazer lembrar
que é difícil continuar sendo a mesma pessoa
porque nossa casa está aberta
as portas estão sem chave
e os hóspedes invisíveis entram e saem." (Czeslaw Milosz)

Jessica Marques disse...

"Ordo ab chao" à la Maçonaria!

kk

É incrível como a gente sente a necessidade de fazer uma coisa que sabe que não consegue, como se definir, ou pelo menos tentar. Acho que o tentar serve p. isso, só p. sentir que está fazendo alguma coisa.