sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sexistas ou Feministas?


Sexismo é um termo que se refere ao conjunto de acções e ideias que privilegiam entes de determinado género (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro género (ou orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinonimo de machismo é na verdade um hiperônimo deste, já que é possível identificar diversas posturas e ideias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que privilegiam o género feminino em detrimento do género masculino ou que privilegiem homossexuais em detrimento de heterossexuais.  Já a teoria feminista surgiu de três "ondas”. A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970, e a terceira teria ido da década de 1990 até a actualidade.
A primeira onda do feminismo aconteceu no Reino Unido e nos Estados Unidos, e tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por seus maridos. A segunda foi apenas uma continuação da primeira, cerca de meio século depois. Já a terceira foi uma espécie de resposta às supostas falhas da segunda onda, e também uma retaliação a iniciativas e movimentos criados por ela.
Abaixo, podemos observar um quadro com algumas ideias sexistas bastante populares no Brasil e quadros relacionados a tais ideias:
IDEIAS SEXISTAS
QUADROS RELACIONADOS







É dever natural do homem o sustento da família
·         Evasão escolar precoce de grande parte dos homens, sobretudo nas classes mais pobres, que se vêem pressionados a trabalhar para sustentar suas famílias enquanto suas irmãs ou esposas tem maior liberdade para escolherem entre trabalhar ou estudar. Consequente inversão no desequilíbrio educacional relativo a género, com as mulheres alçando níveis educacionais mais altos que os homens, em média.
·         Sobrecarga ocupacional masculina (25% dos homens brasileiros economicamente activos trabalham mais que 49 horas semanais contra apenas 12% das mulheres na mesma condição)


Mulheres devem ser responsáveis pela casa
·         Alto percentual de mulheres sem ocupação económica, embora já se concentrem neste género os mais altos índices de formação educacional e profissional
As mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais
·         Baixíssimo índice de decisões judiciais favoráveis a que a guarda de filhos de casais separados seja dada aos pais, ou seja, compartilhada entre pai e mãe
Gays são promíscuos/não conseguem controlar seus impulsos sexuais
·         Maior dificuldade de homossexuais em adoptar crianças


Homens não choram/ homens devem ser fortes / homem que apanha de mulher é frouxo (e variações destes raciocínios)
·         Menor procura de indivíduos do sexo masculino por atenção médica em comparação às mulheres
·         Resistência de indivíduos do género masculino em prestar queixa contra suas parceiras quando estes vêm a ser vítimas de violência doméstica





Trair é da natureza masculina (mas não da feminina)
·         Atitudes masculinas violentas, muitas vezes originando crimes de agressão ou contra a vida, quando de suspeita ou constatação de infidelidade conjugal
·         Rejeição social percebida por mulheres que traem seus companheiros, ao contrário do que ocorre aos homens infiéis.
·         Contaminação de mulheres casadas por doenças sexualmente transmissíveis contraídas por seus maridos.


As mulheres são mais frágeis (ou inocentes)
·         Predisposição do judiciário a minimizar o papel de mulheres criminosas e a aplicar sobre elas penas mais brandas.
·         Exclusão "a priori" das mulheres de determinados campos profissionais.

De todo modo, qualquer tipo de preconceito, seja ele racista, machista, feminista ou sexista, não é, de forma alguma, saudável ou correta.

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