terça-feira, 5 de junho de 2012

Não que eu goste.



Não que eu goste de assuntos repetidos, de ficar voltando sempre com a mesma conversa ou falando de novo coisas que eu já citei aqui e ali. Mas é que eu não aguentei, eu nunca aguento, é só chegar a bendita época do ano para eu me revoltar de novo. Não adianta de nada, eu sei, sair contando aos quatro ventos quão grande é a minha indignação, mas eu tenho essa necessidade de falar. E a tenho por dois motivos que conheço bem: acreditar que um dia, de tanto eu falar talvez as pessoas percebam as vendas que trazem e me ajudem a também tirar as minhas, que pensem sobre o que fazem e sobre o valor de cada ato. O que vale mais afinal? Alguns números dizendo num papel que você sabe uma coisa na verdade não sabe?; Meu outro motivo é bem menos importante mas não menos real, e me orgulho de assumir mesmo sem me orgulhar de tê-lo: é essa minha carência de ser pensante, essa minha vontade de não mais ouvir que se outra pessoa estivesse no meu lugar não ficaria calada, como se o meu silêncio significasse assentimento. Acho que virei defensora do nada e de coisa nenhuma, afinal. Mas ainda tenho minhas ideias, e depois desse silêncio mal interpretado prefiro não mais me calar. De nada me serve fingir que não me importo e deixar que aconteça.

3 comentários:

PeDrAuM disse...

O covarde se cala e sobrevive... de migalhas e bolas nas costas...
O pseudo-ativista fala e aceita as mesma condições...
Aqueles que realmente se importam falam e são duramente taxados só por que eles veem algo mais que ficar "sobrevivendo" e esses são os que conseguem algo um pouco melhor, por falta de apoio dos conformados...
Não é discurso repetido falar pelo bem de alguém, é como uma lição que a gente não aprende na escola e algum professor tenta ensinar pra gente! ;D
Muito bom texto Fleur! Espero que essas palavras possam ser não só ouvidas mas também aprendidas! =)
Abraços! :P

Jéssica Marques disse...

Principalmente pelos pseudo-ativistas!

PeDrAuM disse...

Exato! õ/