terça-feira, 9 de novembro de 2010

Que país é esse?

Como sabemos, meu final de semana foi praticamente desperdiçado. É! Eu fui fazer o ENEM, pior que isso: eu quase não fiz ENEM. Foi assim: era necessário levar o cartão de inscrição e um documento com foto, até aí ok. Só que a super inteligente aqui esqueceu o documento, e só percebeu na porta do colégio, às 12:30h (o portão fechava às 12:55h) e eu não moro na mesma cidade que fiz a prova. Resolvi fazer um último teste: subi até minha sala, na maior cara de pau apresentei o comprovante e meu CPF.
-Você trouxe um documento com foto?
-Não.
-Então não vai poder entrar.
Ainda bem que não fui de ónibus, meu pai me levou de carro. E lá foi ele, voltar para casa buscar meu documento. E eu fiquei, plantada em frente àquele colégio, durante a meia hora mais longa da minha vida! E cheguei a tempo. Peguei a prova azul, que não tinha erro nenhum, o mesmo no segundo dia. E agora? Vou ter que fazer outra? E se eu fui bem nessa? E se for mal na outra? Por culpa de quem? Da gráfica? De novo?  Da pouca quantidade de funcionários que revisaram a prova? Em um país com um número tão elevado de cargos de confiança não é possível que ninguém podia revisado! Sei que talvez não existam culpados, ou que grande parte das notícias relacionadas ao assunto possam ser especulação. Mas me revolto e pergunto: QUE PAÍS É ESSE?

5 comentários:

Luis Eduardo disse...

Pois é Jessica, os super poderosos da nossa educação estão mais preocupados em caçar conotações racista e praticas contra o meio ambiente nas falas do Pedrinho no sitio do Pica Pau amarelo do q revisar uma prova q tinha tudo pra ser um modelo de democracia na educação!Fazer o q, pelo segundo ano seguido da merda, na minha opinião, o governo federal acaba de afundar de vez uma das q podia ser a melhor ideia de nossa educação

Tina disse...

Verdade.. Na minha opinião este foi o último e fracassado ano do ENEM. ;x

Lika FRÔ disse...

Ahhhh mano, eu tô revoltada com todo o sistema educacional que só serve pra ganhar voto de 4 em 4 anos. Tô revoltada! Acabei de terminar um artigo utópico sobre educação no qual usei a figura de Paulo Freire e Dermeval Saviani. De que adianta? Pra ficar no papel e a gente se revoltar mais ainda. Esse seu texto me fez lembrar de um episódio que aconteceu comigo. Em 2006 eu fui prestar UFPR e fazia 5 meses que não chovia em Curitiba. No dia do vestibular choveu horrores e alguns lugares de prova foram inundados e acabou-se a energia. Na escola em que eu estava não inundou, mas acabou a energia, porém estava claro e todos conseguiram concluir a prova. Porém a comissão de vestibular resolveu cancelar TODAS as provas onde ocorreram algum tipo de coisa devido à chuva. Logo, minha prova na qual eu tinha ido muito bem foi CANCELADA! Eu gastei mais de 200 reais por uma prova que não foi nem corrigida. Conclusão, tive que voltar pra Curitiba pra fazer OUTRA PROVA na qual eu passei mal porque comi uma treco estranho e NÃO FUI APROVADA! Que azá, não?

jefhcardoso disse...

Que situação?
Tina; eu sei que o Enem não foi cancelado, e nessa fase os vestibulandos estão sobrecarregados. Porém para uma maior credibilidade do exame, penso que deveria ser cancelado mesmo com um custo de R$18.000.000,00 para a realização de novas provas.

Quero aproveitar e lhe convidar para ler “DENTISTA (O PRELÚDIO DO TRAUMA)” no meu http://jefhcardoso.blogspot.com
Será um prazer lhe receber.

“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)

Tina disse...

Jhef, para quem, como eu, fez a prova e acha que foi bem, ter que fazer outra não é a melhor solução.