domingo, 8 de maio de 2011

Alguém sabe cantar o Hino Nacional?

Segundo o resultado do IDEB, baseado na Prova Brasil, que foi feita por alunos de 8ª série/9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, o Brasil alcançou a meta de 6,0 pontos, “igualando” sua educação à de países de primeiro mundo. Mas seria a educação brasileira mesmo de “primeiro mundo”? Bem, talvez esta não seja a pergunta correta a se fazer. Seria a educação brasileira suficiente em um país onde a mídia tem uma enorme influência negativa?
Você já se perguntou por que quando o Brasil é citado em uma conversa no exterior sempre surge o assunto futebol? Ou então, nos tele-jornais, por que após as notícias políticas começam as de esporte? É porque o brasileiro, acredite ou não, ainda sofre a inflência de algo que nos foi “imposto” durante a Ditadura Militar. Começou com a famosa Copa do Mundo de 1970, que foi utilizada como propaganda política pela ditadura, associando a conquista no campo desportivo ao desenvolvimento do país. Se tomarmos como exemplo uma marchinha lançada na época que se intitula "Pra frente, Brasil", veremos frases como "Ninguém segura este País", "Ame-o ou deixe-o" e "O Brasil é feito por nós" que, a princípio parecem apenas incentivar os brasileiros para que torçam pela seleção quando na verdade tinham como principal objetivo agregar todo o povo brasileiro, uma espécie de integração nacional, para apoiar o eixo desenvolvimentista e o "milagre" económico proposto pela ditadura. O objetivo era que, ao invés das pessoas saírem às ruas para participar de manifestações políticas, ficariam em suas casas torcendo pela seleção brasileira.
Qualquer semelhança com a Copa de 2014 não é mera coincidência.
Cabe a educação, de uma maneira geral, utilizar-se de meios para ter mais espaço também na mídia, o que está, sim, ao alcance do governo. Que poderia se assim desejasse, através de seus canais de televisão e espaço nas emissoras já existentes, inserir programas educativos e de interesse da população.
Mas isto faria surgir uma nova questão: é de interesse dos grandes empresários brasileiros que o “país” mude sua visão do Brasil?  Uma resposta negativa a esta questão significa dizer que as grandes emissoras, empresas e instituições privadas, frente à tal investida educacional, caso essa acontecesse, aumentariam ainda mais o volume de lixo midiático, ou seja, excessiva atenção ao que não é de grande valia, deixando de anunciar e divulgar o que é importante e vem para enriquecer a educação e o conhecimento de quem lhes dá a tão desejada audiência. 

Escrito por:  Adriano Silva
                   Jéssica Marques
                   Pedro Assis
                   Quésia Rosa

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