quinta-feira, 26 de maio de 2011

Buscando nossa própria identidade - Sonia Maria Milano (trecho)

Cada um de nós tem um presente a dar à humanidade e esse presente é único. Uma das nossas funções aqui é descobrir qual presente temos para dar ou que viemos dar, e lançar mão desse presente único e original trazendo-o para fora. Esta é a nossa verdade que se manifesta através da nossa individualidade.


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A mulher que passivamente se submete aos valores arcaicos da sociedade patriarcal começa a definhar. [...] No momento em que nós, mulheres, começamos a ressecar torna-se difícil funcionar através da nossa criatividade, idéias e entusiasmo, potencialidades femininas que só crescem em condições de umidade. Devemos, então, estar alertas para este processo de ressecamento, resultado, às vezes, da demora em buscarmos o nosso verdadeiro eu.


Quando já estamos atrasadas para nossa volta ao lar existe o perigo de perdermos nossas idéias, pois nosso relacionamento com a alma se fragiliza, nosso sangue flui aguado e lento. Os nossos olhos não têm nada que os faça brilhar; os nossos ossos se cansam e nos tornamos cada vez menos capazes de avançar na vida. Enchemo-nos de idéias, deveres e exigências que não funcionam, que não têm vida e que não geram vida. Uma mulher assim torna-se pálida, apesar de briguenta; fica inflexível, embora dispersa. Seu pavio vai ficando cada vez mais curto.


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Ela não está acostumada a deixar que os outros remem o barco. Ela é adepta da ladainha que diz: “Meus filhos precisam disso, precisam daquilo e assim por diante”. Ela não percebe que, ao sacrificar sua necessidade de voar, está ensinando seus filhos a fazer os mesmos sacrifícios quando crescerem.

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