terça-feira, 8 de junho de 2010

llegal ou legal?

É certo que, desde 1989, na comissão internacional que cuida de espécies ameaçadas (Cites), formadas por representantes dos governos de 175 países, entre eles o Brasil, foi declarado ilegal o comércio de marfim em todo o mundo.
Em Março deste ano, os governos da Tanzânia e da Zâmbia solicitaram a permissão da Cites para vender legal e internacionalmente um estoque de 112 toneladas de marfim. Material esse que, segundo os acima referidos países, são provenientes das presas de 20 000 elefantes mortos naturalmente ou por caçadores clandestinos e depois apreendidos, porém, se nos basearmos em experiências anteriores, como em 1997 ou em 2007, quando a Cites abriu excessões com relação a venda desses materiais, chegaremos à conclusão de que isso pode representar um golpe na preservação dos elefantes africanos, já que o aumento da demanda por marfim acabou por incentivar a acção dos caçadores.
Um grupo de ambientalistas de vários países advertiu, há algumas semanas na revista Science, que se a Cites abrir uma nova excessão à proibição à venda de marfim, por volta de 2020 os elefantes estarão extintos.
Acaba-se, portanto, travando-se uma espécie de guerra entre ambientalistas e caçadores. O que vencerá? A vida ou as jóias?


(devidamente corrigido)

Nenhum comentário: