domingo, 8 de novembro de 2009

Uma foto, uma alma, uma vida


Dizem que quando se tira uma foto uma parte de sua alma é roubada. Acredito que seja verdade, que talvez não se roube somente uma parte. É como uma horcrux que a divide em mil para poder ficar olhando depois...
Uma foto pode ser tudo, ou nada. Pode ser nada quando em um apertar de botões é apagada. Ou tudo quando revelada, uma foto guarda lembranças, lugares, pessoas, infâncias, velhice, vidas.
Ela devolve o verde a árvores já secas e podres, ela devolve a vida a almas assim, à almas que já não se pode ver, à almas que queremos por perto, que vão demorar para voltar, que não vão voltar.
Uma foto pode ser tudo, ou nada. Nada quando jogada ao fogo para ser esquecida. Ou até mesmo tudo quando, até amassada, fica no meu bolso para que a todo momento eu possa ver o teu sorriso, só mais uma vez...
A foto traz o que se foi, deixa perto o que é longe, quem inventou a foto, sabia o que é saudade. Saudade do dia que se foi, do gostinho de quero mais, da beleza que o tempo rouba, da vida que um dia vai, do pôr do sol, do dia de chuva, dos amigos, da família, saudade da vida que passou. Daquela vida, a minha vida, a nossa vida, a vida que não volta.

3 comentários:

Jaques Wolbeck disse...

adorei o texto boa sortee

Jana Barreto disse...

Poxa, eu também falei no meu texto esse negócio de "alma roubada". sempre lembro disso. As fotografias são mesmo uma boa maneira de amenizar/sanar a saudade. adoro!
beijos! :)

Tina disse...

è... Gosto muito de tirar fotos, então, achei melhhor falar bem delas, não é verdade?
Foto é tudo de bom!

Beeijo